quarta-feira, 28 de abril de 2010

O canhoto, este ser sinistro

via Não posso evitar... by Rodolfo Araújo on 4/7/10
Assisti esses dias The mistery of the left hand, um documentário da BBC Horizon onde tomei conhecimento de uma série de fatos curiosos a respeito dos canhotos. Nele, o renomado neurologista Norman Geschwind apresenta uma interessante teoria sobre lateralidade, associando-a...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Revista Popular Science grátis no Google

via 365 dias by Fabio Santos on 4/27/10

Para aqueles que gostam de ciência, uma ótima noticia. Recentemente, foram disponibilizados gratuitamente no google books, todas as edições da Popular Science.

A Popular Science é uma publicação de cunho técnico científico, voltada para leigos. Deste modo, experimentos e aplicações práticas da ciência, tem na publicação um perfeito aliado.

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Assim, é possível ver gratuitamente, todas as edições da popular revista americana, a partir de 1872. Confira todas as edições revista Popular Science.

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Amadu Bailo Djaló, lançamento do livro (2)

O primeiro livro de LUCIO GIL : Impressões de Leitura Álamo Oliveira

via Comunidades - RTP by Lélia Pereira S.Nunes on 4/19/10

O primeiro livro de
LUCIO GIL

Impressões de Leitura

Uma estória verossímil, que se desenvolve durante a II Guerra Mundial, com gentes judias (algumas portuguesas e descendentes de cristãos-novos), constitui a material ficcional que Lúcio Gil escolheu para o seu primeiro romance.
É um tempo e é um tema que continuam a aliciar, com a mesma persuasão, os criativos da escrita. Este livro – À Sombra das Cerejeiras – é prova dessa força, ou dessa tentação, a que Lúcio Gil não resistiu.
Numa breve entrevista a um dos jornais do Rio de Janeiro e republicada neste suplemento, este jovem escritor fala da sua estreia com propriedade e amadurecimento. Isto é: entre o desejo de escrever um livro e decidir que rumo dar à estória há um tempo de silêncios e de indecisões nem sempre mensurável.
Em 183 ps., Lúcio Gil narra a estória de uma família portuguesa, de origem judia e de estatuto sócioeconômico garantido. Tudo parece caminhar sobre os carris de uma harmonia sólida (amor, dinheiro e a guerra longe), até que um militar nazista e alemão se cruza com a única filha do casal, uma tal Isadora que quer ser bailarina e vai para Paris contra a vontade do pai. A intriga vai enredando com situações imprevisíveis e todos acabam por conhecer o sofrimento dos campos de concentração. Nem todos sobrevivem. Outros, porém, resistirão até ao fim da guerra, regressarão a Portugal e, refazendo a vida, serão felizes. (Não deixa de ser curioso saber-se que a felicidade do jovem e sofrido casal – Isadora e Michel – coube também numa lua-de-mel nos Açores - homenagem do autor ao Raminho da Terceira, terra onde seu pai nasceu e onde ele viveu alguns tempos da sua infância, marcados por memórias ainda e sempre muito vivas).
Esse livro narra, assim, uma das muitas estórias da época, resultando de enorme quantidade de informações colhidas por Lucio Gil em muitos dias de pesquisa. Só que o autor não pretendeu deixar, apenas, mais um romance sobre a II Guerra Mundial. Quis, acima de tudo, deixar uma mensagem de esperança a todos os que aceitam ser possível a interferência transcendental ditada por sucessivas reencarnações. À Sombra das Cerejeiras é, por isso, um título com seu quê de metafórico e místico, como espaço privilegiado para a meditação e para o reencontro de memórias.
Importa referir que, apesar da estória ser totalmente européia, este livro está escrito em brasileiro – designação a aceitar enquanto não existir acordo ortográfico. No entanto, não pode deixar de se dizer que Lúcio Gil estreia-se com uma escrita fluente, ecorreita, de vocabulário adequado e erudito. O livro lê-se com apetite e entusiasmo. E teria, com certeza, um outro sabor, caso tivesse sido lido "à sombra das cerejeiras".
A.O.


Lúcio Gil é natural do Rio de Janeiro, formado em Direito na Universidade Santa Úrsula – USU - , é casado e possui um filho. Atualmente estuda métodos orientais de cura prânica e piano clássico. Viveu parte da infância na Ilha Terceira (Raminho), de onde se inspirou para descrever algumas cenas do livro. Desde a adolescência sempre se interessou por diversas culturas e religiões e, após tanto estudo, considera-se hoje um espiritualista.

P - De onde surgiu a vontade de escrever ?
LG – Desde criança, sempre gostei de escrever. Adorava as redações escolares e cheguei a escrever uma peça infantil. Acho que é herança do meu avô materno. Ele escrevia versos e trovas para cada acontecimento em nossa família.
P – Ha quanto tempo vem escrevendo o livro ?
LG – A decisão de escrever o livro surgiu no ano de 2000, quando escrevi as 30 ou 40 primeiras páginas. O projeto foi retomado em 2004 e, desde então, foram 2 anos e meio de pesquisas e dedicação integral ao romance.
P – O que conta "À Sombra das Cerejeiras"?
LG – O livro é um romance ambientado na Europa dos anos 40. A obra retrata a saga de uma bem sucedida família de cristão novos que vêem seu império ser arruinado pela política nazista e o sentimento anti-semita que assolou a Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Michel, um jornalista em viagem a trabalho, retorna à sua terra natal, no norte de Portugal, vinte anos após a sua mudança para Paris. Recebido pela Família Carvalho Leão, com a qual conviveu durante os primeiros anos da sua vida, o jornalista não consegue evitar as doces recordações da infância. O aconchego da Quinta das Cerejeiras prometia uma breve e prazerosa estadia. No entanto, a chegada da misteriosa Isadora acaba por envolver totalmente o jovem jornalista em uma surpreendente rede de intrigas e todos passam a viver momentos de suspense e tensão em uma fascinante estória de luta pela sobrevivência.
P – Criar um romance dentro de um periodo histórico não é bastante arriscado ?
LG – "À Sombra das Cerejeiras" tem como enfoque primordial uma mensagem de vida. Trata-se de uma ficção onde os dados históricos foram adaptados de forma romanceada e baseados em pesquisa minuciosa, devido à delicadeza do assunto abordado. Isso acaba gerando um comprometimento maior com a escrita. Foram, portanto, dois caminhos percorridos: o da fluência da imaginação e da emoção e o do critério da pesquisa. Risco sempre haverá para aquele que optar por expor seus pensamentos.
P – O que o motivou a escrever a Segunda Guerra Mundial como periodo histórico do livro ?
LG – Decidi escrever um romance ambientado na Europa, na década de 40. A princípio, esse era meu foco principal. Contudo, a estória foi naturalmente encaminhando para a abordagem histórica do Holocausto e não sei dizer exactamente em que momento da escrita isso aconteceu. Quando percebi, havia a necessidade de me aprofundar no tema e tive que voltar ao início do livro para fazer algumas adaptações. Costumo dizer que fui levado por essa estória. As descobertas oriundas da pesquisa são impagáveis.

Entrevista conduzida por Carla Coelho
In: "Petrópolis em Cena", Junho/07
Publicada no Suplemento de Cultura "Vento Norte" do Jornal Diário Insular,coordenado pelo escritor Álamo Oliveira,na edição de 04 de outubro de 2007

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Fotos de caramujos africanos gigantes

via 365 dias by Fabio Santos on 4/21/10

Os caramujos africanos, bem conhecidos dos brasileiros, são animais de excepcional adaptabilidade. Repulsivo para muitos, comestível para outros, é certamente um dos bichos mais controversos.

Mas os caramujos ainda conseguem surpreender. Uma espécie gigante de caramujos que vivem nas florestas de Gana, podem chegar a até 18 centimetros.

Confira algumas fotos dessa impressionante espécie de caramujos:

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Via: Planet Oddity

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Os Últimos Dias De Savimbi - José Gama

via universidade by Gil Gonçalves on 4/19/10

Luanda - Entre os dias 4 e 8 de Abril de 2001, a UNITA reuniu a sua direcção e militantes, para reflectir estratégias naquilo que veio a ser sua 16ª conferência partidária cuja discussão interna atribuía-lhe particularidades de um congresso. O local escolhido foi a área de saluka, na nascente do rio Kunguene, um afluente do rio Luengue-bungo na província do Moxico. O reconhecimento militar e preparativo da área coube ao chefe das operações das FALA, Abílio Kamalata "Numa". Aquela foi a ocasião em que depois muitos quadros não voltariam mais a se ver. Ler mais

Conversas do Namibe, aliás de Moçâmedes, aliás de Mossâmedes.

via Mario Tendinha's Site on 4/19/10

Conversas do Namibe, aliás de Moçâmedes, aliás de Mossâmedes.
A propósito de um tal 40 Raios, lembrei-me do Bode e dos "caminhos marítimos" e de outras coisas que afinal estavam apenas guardadas. Ouvi o meu pai a falar de um tal 40 Raios, uma personagem de Moçâmedes, que tinha uma filha linda e tal e coisa e que era assim chamado porque estava sempre a dizer "cum 40 raios…" e que teria andado para os lados do Caraculo…
…e falámos das coisas antigas, ainda Mossâmedes, quem me dera, ruas de terra batida, algumas autênticos areais e o VW a enterrar-se, quando nos ia buscar ao colégio das madres, deserto adentro plantado e nós, quase envergonhados, quando outro carro qualquer por ali passava na soberba complacência de olhares dos outros meninos, coleguinhas, que haviam de nos humilhar no dia seguinte, tamanho era o enterranço. O contrário também se aplicava quando impávidos, passávamos nós por eles, enterrados, naquelas areias já tão distantes no tempo.
Na Torre do Tombo, ali mesmo depois...

sábado, 17 de abril de 2010

Guiné 63/74 - P6167: Lançamento do livro do Amadu Bailo Djaló: Lisboa, Museu...

Nota

Eu estive lá. Sinto-me honrado e feliz no meio dos meios.
Obrigado Amadú Bailo Djaló por ter escrito estas memórias e por ser quem foi e é. São memórias que representam milhares e milhares de outras, de heróis de África, da Ásia, da Oceânia e do Brasil que ao longo de séculos fizeram o grande Portugal Histórico, pluriétnico e pluticontinental que existiu até ao fatídico 25 de Abril de 1974.
Rui Moio


via Luís Graça & Camaradas da Guiné by Luís Graça on 4/16/10

Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > O Amadu, 70 anos, de fato completo, gravata, e as suas condecorações, autografando o seu livro... A seu lado, a filha e o neto... Pareceu-me estar feliz, apesar do peso da idade e da doença crónica... Disse-lhe, na brincadeira: "Agora é que vais ser famoso e rico"...


Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > O Amadu, a filha e o neto, antes do início da sessão... O Amadu foi apresentado como um grande contador de histórias, dotado de uma prodigiosa memória, como um homem bom, recto e profundamente religioso, bem como um grande operacional que serviu, com coragem e dedicação o exército colonial português, a partir de 1962, ano em que fez a sua recruta em Bolama... Promovido a 1º Cabo em 1966, foi sucessivamente graduado em furriel (1970), 2º sargento (1971) e alferes (1973). Na foto, ostenta a sua Medalha de Cruz de Guerra de 3ª Classe, ganha em 1973. O subtítulo deste poste é retirado de uma citação do seu livro: "Os cobardes, esses, vivem mais, mas nunca hão-de ter música para dançar"... Como todos os provérbios populares, e nomeadamente africanos, não tem uma leitura imediata nem linear...



Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > A filha e o neto do Amadú (que tem mais uma filha e um filho, a viverem no estrangeiro).


Lisboa > Museu >Militar > 15 de Abril de 2010 > Apesar de ter perdido ainda recentemente a sua mãe, o Virgínio Briote estava feliz pelo Amadu e pela concretização de um projecto onde ele investiu muito do seu tempo, talento, camaradagem e generosidade.. Estevbe sempre atento ao Amadú, segredando-lhe ao ouvido algumas dicas...A felicidade do nosso querido amigo, camarada e co-editor seria completo se o Amadu tivesse aproveitado a ocasião, como era a sua intenção, para a estender a mão aos inimigos de ontem, num gesto histórico de reconciliação, que teria grande simbolismo. Mas o Amadu não se sentiu muito confortável nem em condições de saúde para dizer as palavras que estavam nop seu coração e na sua cabeça (e que estão no seu livro).

Por detrás dele, sentada, a Maria Irene, sua esposa, professora do ensino secundário que sempre o acompanha nestes actos públicos. Na foto, à direita, o nosso camarada Carlos Santos, que veio de Coimbra (Recorde-se que foi Fur Mil da CCAÇ 2700, Saltinho, 1970/72). A malta do nosso blogue esteve presente em força, querendo com isso testemunhar o seu apreço e carinho ao Amadu. Em próximos postes, apresentaremos mais fotos e vídeos.


Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > Sessão de lançamento do livro "Guineense, Comando, Português" (edição da Associação dos Comandos, 2010). Aspecto geral da assistência, completo a ala central das famosas caves manuelinas... Na primeira fila, do lado direito, reconheço a Dra. Maria Irene, esposa do Virgínio Briote bem como o comandante Alpoím Galvão, além do representante do Chefe do Estado Maior do Exército.


Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > A apresentação do livro este a cargo de três oradores: O Cor Comando Ref Raul Folques (de que lamentavelmente não temos foto, apenas um vídeo que será aqui reproduzido noutro poste; foi o último comandante do Batalhão de Comandos Africanos), o Cor Inf Ref e escritor Manuel Bernardo (na foto) e ainda o jornalista e analista político Nuno Rogeiro.


Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > Outro orador, o Nuno Rogeiro, apresentado como um amigo da Associação de Comandos... Disse que leu o livro de um trago. Fez uma análise original, que temos registado em vídeo.



Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > O Autor, Amadu Bailo Djaló, membro da nossa Tabanca Grande, e o presidente da Associação de Comandos, Dr. José Lobo do Amaral... Nas suas palavras de abertura fez questão de, em nome da associação,. agradecer "ao sócio comando Virgínio António Moreira da Silva Briote a disponibilidade, competência e dedicação com que acompanhou esta Memória, sem a qual não teria sido poossível esta edição"... No final, também me agradeceu a divulgação dada pelo nosso blogue e manifestou o seu regozijo pela entusiasmo com que foi recebida o 1º volume das memórias do Amadu bem pelo pluralismo das abordagens dos oradores.

Fotos e legendas: © Luis Graça (2010). Direitos reservados

Guiné 63/74 - P6170: Lançamento do livro do Amadu Bailo Djaló: Lisboa, Museu...

via Luís Graça & Camaradas da Guiné by Luís Graça on 4/16/10

Lisboa, Museu Militar, 15 de Abril de 2010. Lançamento do livro do Amadú Bailo Djaló, "Comando, Guineense, Português" (edição da Associação dos Comandos, 2010) (*). Breves palavras, finais, de agradecimento proferidas pelo autor, após intervenção do presidente da Associação de Comandos, Dr. José Lobo do Amaral, e dos restantes oradores, Cor Comando Ref Raúl Folques (comandante do Batalhão de Comandos da Guiné, de 28 de Julho de 1973 a 30 de Abril de 1974), Cor Inf Ref Manuel Bernardo e Dr. Nuno Rogeiro, jornalista e analista político.

Vídeo (1' 07''): © Luís Graça (2010). Alojado em You Tube > Nhabijoes


Lisboa, Museu Militar, 15 de Abril de 2010. Lançamento do livro do Amadú Bailo Djaló, "Comando, Guineense, Português" (edição da Associação dos Comandos, 2010). Breve intervenção, final, do Dr. Augusto Mendes Pereira, que foi furriel miliciano vague-mestre da 1ª Companhia de Camandos Africanos, sediada em Fá Mandinga, onde conheceu Amadu Djaló.

Vídeo (2' 11''): © Luís Graça (2010). Alojado no You Tube > Nhabijoes


Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > Membros da nossa Tabanca Grande, o Alberto Branquinho e o António Costa.


Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > Membros da nossa Tabanca Grande,o José Martins (Odivelas) e o Jero (Alcobaça e Oeiras)... Mesmo em dia de chuva, a meio da semana, ao fim de tarde, os nossos camaradas fizeram, questão de comparecer para apoiar o Amadu e o Virgínio.


Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > Membros da nossa Tabanca Grande, e neste caso também da Tabanca da Linha, o José Manuel Dinis e o António F. Marques.


Fotos, vídeos e e legendas: © Luis Graça (2010). Direitos reservados
___________

Nota de L.G.:

(*) Vd. posterior anterior da série > 16 de Abril de 2010 > Guiné 63/74 - P6168: Lançamento do livro do Amadu Bailo Djaló: Lisboa, Museu Militar, 15 de Abril (1): "Os cobardes, esses, vivem mais, mas nunca hão-de ter música para dançar" (provérbio tradicional guineense)

Guiné 63/74 - P6180: Lançamento do livro do Amadu Bailo Djaló: Lisboa, Museu...

via Luís Graça & Camaradas da Guiné by Luís Graça on 4/18/10

Lisboa, Museu Militar, 15 de Abril de 2010. Lançamento do livro do Amadú Bailo Djaló, "Comando, Guineense, Português" (edição da Associação dos Comandos, 2010). Intervenção do Cor Comando Ref Raúl Folques.

Vídeo (8' 43''): © Luís Graça (2010). Alojado em You Tube > Nhabijoes (conta do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné)


Raúl Folques, com o posto de major foi o último comandante do Batalhão de Comandos Africanos, antes do 25 de Abril de 1974, mais exactamente entre 28 de Julho de 1973 e 30 de Abril de 1974, tendo sido antecedido pelo major Almeida Bruno (2 de Novembro de 1972 a 27 de Julho de 1973), e imediatamente seguido pelo Cap Matos Gomes (1 de Maio a 12 de Junho de 1974). Os dois aparecem aqui na foto, à esquerda, o Matos Gomes, e à direita o Folques.

Foto editada, extraída de Amadu Bailo Djaló - Guineense, comando, português. Lisboa: Associação de Comandos, 2010, p., 240 (com a devida vénia...)

Estes três oficiais, juntamente com o Cap Pára-quedista António Ramos, foram os únicos europeus a participar, com os militares do Batalhão de Comandos Africanos, e o Grupo do Marcelino da Mata, na célebre Op Ametista Real, de assalto à base do PAIGC em Cumbamori, no Senegal, em 19 de Maio de 1973, e cujo sucesso permitiu aliviar a pressão sobre Guidaje. Nessa dramática operação, o major Folques foi ferido. Os números oficiosos apontam para 9 mortes, 11 feridos graves e 23 ligeiros.

Amadu tem onze páginas (da 248 à 258), de grande intensidade dramática, sobre esta operação, e nomeadamente sobre a retirada dos comandos africanos até Guidaje e depois até Bigene. Cite-se o trecho que começa com a conversa que o Sargento Comando graduado Amadú tem com o tenente comando graduado Jamanca , que está ferido [ era o comandante da 1ª CCmds, e será depois fuzilado pelo PAIGC em 1975]:

(...)


- Amadú, anda cá! Mata-me, não deixes o PAIGC levar-me. Mata-me, Amadú, mata-me!

- Tu não ficas, levamos-te de qualquer forma! Não ficas aqui! Descansa um pouco, Jamanca!



Durante esta conversa vi o Alferes Melna, de pé, com dois soldados, um deitado, de frente para eles.

- Melna, de quem é esse corpo ?

- É o Alferes, o Mamassamba Baldé!



Fui para a beira deles. O Melna apontou para uma árvore e perguntou-me se eu sabia de quem era o corpo que estava lá. Não, não sabia, respondi.

- É o corpo do José Vieira, [sold, 1ª CCmds].



Ouvi o Jamanca chamar-me:

-Vai chamar o Demba.



Dirigi-me para um grupo de soldados e perguntei pelo Demba.

- Já retiraram todos, só estamos nós aqui, respondeu alguém.



Quando transmiti ao Jamanca o que tinha ouvido, ele não queria acreditar. Depois, levantou-se e foi ver com os seus próprios olhos. Não viu nenhum dos seus oficiciais e abanou a cabeça.



No local estávamos 31 militares, três capitães europeus e vinte e oito comandos africanos. Os capitães eram o Folques, o Matos Gomes e o Ramos que era pára-quedista.



O grupo ainda ficou mais reduzido, pouco depois. Quando tentava recuperar o corpo do Alferes Mamassamba, o Melna foi atingido gravemente nas pernas com estilhaços de uma roquetada e os ossos ficaram a ver-se.



(..) De todo o pessoal que partiu, quatrocentos e noventa e tal militares com dois guias de Bigene, estávamos ali vinte e nove, porque um dos soldados do Melna também tinha sido atingido gravemente. Conseguimos abandonar o local, comigo em último lugar, a olhar para trás, de vez em quando, com a imagem, do Melna, que ainda hoje está na minha cabeça. Ele olhava para nós e voltava a cara para o lado de onde faziam fogo contra nós. E ainda consegui ouvir um grito, pareceu-me de contentamento (...). (pp. 252/253).

Publicam-se mais fotos de camaradas nossos, que se associaram à festa do Amadu Djaló (*).

Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > O Virgínio Breiote "adiantando serviço" ao Amadú que teve mãos a medir em matéria de pedidos de autógrafos... A seu lado, inclinado, apenas com a careca visível, o nosso amigo Rui Alexandrinho Ferrera, tratado afdectuosamente como Ruizinho. Recorde-se que foi que o Rui A. Ferreira, nascido em Angola, cumpriu duas comissões de serviço na Guiné, primeiro como Alf Mil na CCAÇ 1420, Fulacunda, 1965/67, e depois como Cap Mil na CCAÇ 18, Aldeia Formosa, 1970/72.


Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > Um guineense, Bamba, antigo dirigente do partido Resistência da Guiné-Bissau / Movimento Bafatá, e antigo ministro da Saúde Pública (Partido criado em 1986 como Movimento Bafatá, na sequência da execução de antigos dirigentes do PAIGC como Carlos Correia e Viriato Pã; nas primeiras eleições multipartidárias, realizadas em 1994, o RGB-MB conquistou 19 dos 100 lugares da Assembleia Nacional. Em 1999, tornou-se o 2º maior partido da Guiné-Bissau com 29 lugares dos 102 lugares da Assembleia Nacional). Julgo que viva actualmente em Lisboa. Dei-me o seu contacto de telemóvel.

Na foto, Bamba cumprimenta a Giselda, ladeada pela Alice e pelo Miguel. O Bamba é amigo pessoal do Agostinho Gaspar, recém entrado para o nosso blogue, membro da Tabanca do Centro.

Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > Sessão de autógrafos > Na foto, à esquerda e de perfil o nosso camarada António Santos.

Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > O Alberyo Branquinho e o Coutinho e Lima, possivelmente à procura de referências a Guileje no livro do Amadú.


Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > O Rui Silva, Ten Cor Inf Ref, ex-Cap Mil da CCAÇ 18 (1970/72), membro do nosso blogue, veio expressamente de Viseu, para assistir ao lançameno do livro do Amadú. Em contrapartida, teve a agradável surpresa de encontrar ali, por acaso, o Manuel Gonçalves, ex-Alf Mil Mec Auto da CCS do batalhão que estava então sediado em Aldeia Formosa. O Manuel Gonçalves, companheiro actual da minha amiga Tuxa, está em vias de se tornar membro da nossa Tabanca Grande. Um dos soldados do seu pelotão do Manuel Gonlçalves era o Silvério Lobo, membro da nossa Tabanca Grande e da Tabanca de Matosinhos. Os dois já se voltaram a encontrar.

Fotos: © Luís Graça (2010). Direitos reservados
__________________

Nota de L.G.:

Guiné 63/74 - P6191: Lançamento do livro do Amadu Bailo Djaló: Lisboa, Museu...

via Luís Graça & Camaradas da Guiné by Eduardo J. Magalhães Ribeiro on 4/19/10

1.O nosso Camarada Manuel Bernardo, Cor Inf Ref, amável e prestimosamente enviou-nos, para divulgação, o texto da sua alocução no lançamento do livro do Amadú Djaló, Guineense, Comando, Português, informando-nos ao mesmo tempo, que quem quiser pode consultar as fotos do evento no site Guerra do Ultramar:


Livro "Guineense, Comando, Português; Comandos Africanos 1964-1974", 1.º volume


1. Cumprimentos

- Dr. Lobo do Amaral
- Cor. "Cmd" Raul Folques
- Dr. Nuno Rogeiro
- O autor Amadú Djaló
- Cmd Virgínio Briote

- Todos os presentes…

Não tenho os dotes oratórios dos camaradas e amigos que me antecederam e muito menos dos do professor e ilustre comentador da SIC, que é o Dr. Nuno Rogeiro, pelo que vou limitar-me a ler um texto que elaborei para esta ocasião.

Agradeço o amável e honroso convite que me foi formulado pelo Presidente da Associação de Comandos, Dr. Lobo do Amaral, com quem já colaborara na edição de um outro livro sobre o 25 de Novembro e também incluído nesta colecção Mama Sume, da Associação de Comandos.

Para quem não me conhece e não compreende a minha presença neste acto solene de apresentação do livro do Alferes graduado Amadú Djaló, adiantarei que me envolvi com a Guiné e com os guineenses, quando fui solicitado por um grande amigo e camarada do meu Curso de Infantaria, o Coronel José Pais, pouco tempo antes de falecer, para que eu denunciasse os crimes contra a humanidade praticados na Guiné, no pós-independência, contra os seus militares, e outros, que incluía os designados "comandos africanos".
Apesar de nunca me ter deslocado a este território, fiz questão de cumprir a promessa feita.

Assim, nesse sentido, em 2007 publiquei o livro Guerra Paz e Fuzilamento dos Guerreiros; Guiné 1970-1980, onde, além dos 53 "comandos africanos", na grande maioria oficiais e sargentos, identifiquei 182 elementos, que igualmente foram fuzilados clandestinamente pelas autoridades guineenses, depois de serem detidos, sem ser oficialmente formulada qualquer acusação.
Nesta cerca de duas centenas de vítimas estão incluídos 34 militares do Exército, 14 fuzileiros especiais e 14 milícias, além de vários régulos e cipaios.

Quero lembrar aos presentes que os nomes daqueles 53 "comandos" africanos mandados fuzilar clandestinamente pelo PAIGC, se encontram desde Novembro do ano passado inscritos nas paredes do Memorial dos Combatentes do Ultramar, no Forte do Bom Sucesso, em Belém, depois de uma porfiada campanha nesse sentido feita pela Associação de Comandos.
Pena foi que nesse acto não tivessem tomado a posição de esclarecer as pessoas, e nomeadamente os combatentes, dessa vergonhosa afronta e dos crimes praticados e consubstanciados nesse tipo de actuação.

Questões prévias

Antes de me debruçar sobre este livro do Amadú Djaló, permitam-me que, aproveitando estar junto de tantos militares e amigos, tente esclarecer dois assuntos, que foram referidos em livros publicados recentemente.

O primeiro tem a ver com a crítica feita pelo meu amigo Cor Brandão Ferreira, no seu último livro (Em Nome da Pátria) em relação à maneira como deviam ter sido solucionadas as guerras subversivas que enfrentávamos em Angola, Guiné e Moçambique. Ele não concorda com o princípio, que eu defendo, de que "a solução para este tipo de guerra deve ser política, através de negociações para a paz, e de preferência em posição de força."
Julgo que, genericamente, o princípio deverá ser este. Recordo ter sido o utilizado pelo General De Gaulle, na Argélia… E lembrava igualmente ter ocorrido, em 1972, a última oportunidade perdida pelo anterior regime de iniciar um processo negocial na Guiné, como foi proposto a Lisboa pelo então General António de Spínola, na sequência de um encontro com o Presidente do Senegal, Leopold Senghor.

O segundo diz respeito a uma referência errada à minha actuação antes e pós 25 de Abril, em relação ao falecido Marechal Spínola, feita pelo Professor Luís Nuno Rodrigues, na biografia deste oficial, publicada recentemente e lançado na semana passada, em Lisboa.

Afirma o referido autor, com base na transcrição de um livro meu (Memórias da Revolução; Portugal 1974-1975) em relação a um passo significativo para a reintegração de Spínola na sociedade portuguesa, o seguinte:

"(…) Os "fiéis" de sempre voltam a cerrar fileiras em torno do Velho. Em 1977, um grupo de oficiais, entre os quais Manuel Monge. Manuel Amaro Bernardo e Caçorino Dias, solicitaram ao CEME, General Rocha Vieira, que resolvesse a sua situação remuneratória (…). Meses depois, a 27-2-1978, Spínola foi finalmente reintegrado nas FA (…)."

Daquilo que conheço apenas o Manuel Monge poderá ser considerado um "fiel de sempre", pois o Caçorino Dias apenas o terá conhecido em 1973, numa visita à Guiné, a propósito da contestação desencadeada ao Congresso de Combatentes e eu nunca o tinha visto, contactado ou trabalhado com ele até essa altura (1977). Apenas tive ocasião de lhe falar pela primeira vez, quando pedi uma entrevista, em 1993, para um trabalho universitário, depois publicado no livro Marcello e Spínola; a Ruptura (…)".

E dos cinco oficiais, onde eu me incluo e que tomaram essa atitude de solidariedade castrense, os dois não transcritos do meu texto – os então Major José Pais e Capitão Ribeiro da Fonseca –, poder-se-iam considerar muito mais ligados ao Marechal desde os tempos da Guiné, onde prestaram serviço e comandaram companhias em operações.

Lembro ainda que imediatamente antes dessa afirmação, no livro Memórias da Revolução (…), eu frisava que apenas tinha conhecido António de Spínola depois de ele regressar do exílio, pós-11 de Março de 1975.

Mas eu já estou habituado que façam más transcrições dos meus livros, como aconteceu, com o Dr. Almeida Santos, para o seu Quase Memórias. Mas terão sempre que me ouvir em relação aos erros cometidos…, pois estou no meu direito de tentar restabelecer a verdade dos factos.

Um grande "comando" guineense"

Entrando na análise desta obra, começaria por dizer que o seu autor foi um militar perseverante e distinto, que percorreu as funções das três classes atribuídas aos combatentes: praça (soldado e cabo), sargento e oficial, ao longo dos 11 anos que durou a guerra na Guiné.
Amadú Djaló, com o Curso de Comandos, que frequentou em 1964, seria transformado de um jovem comerciante independente, na vida civil, num grande combatente.
Para tudo na vida é preciso ter sorte e ele teve-a com os militares que foram seus instrutores e, depois, com o Alferes Maurício Saraiva, comandante do seu grupo (Os Fantasmas) e que foi considerado como um dos melhores combatentes da Guerra do Ultramar.

A este propósito lembro que os instrutores e monitores deste Curso de Comandos foram militares muito valentes, quer na Guiné, quer nos outros teatros de operações.
Quatro deles viriam a ser galardoados com a mais alta condecoração, a Ordem Militar da Torre Espada, do Valor Lealdade e Mérito, em 1969/70: Tenente Jaime Abreu Cardoso, 2.º Sargento Ferreira Gaspar, 2.º Sargento Marcelino da Mata e Capitão Maurício Saraiva. Dos restantes, sete seriam condecorados com a Cruz de Guerra (alguns com mais que uma).

Aliás, durante a guerra da Guiné, e por feitos praticados em operações foram condecorados com a Torre Espada mais quatro oficiais dos comandos: Major Almeida Bruno, Capitão Ribeiro da Fonseca, e os guineenses Cherne Sissé e João Bacar Jaló. Pena foi que o último comandante do Batalhão de Comandos Africanos da Guiné, o Coronel Raul Folques (aqui presente e também na capa deste livro), que já se distinguira em Angola e condecorado com uma terceira Cruz de Guerra em 1973, não tivesse merecido da hierarquia militar a ambicionada Torre Espada.


Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > Os nossos camaradas, membros do nosso blogue, João Parreira (de costas) e Mário Dias, ex-comandos do CTIG (1964/64), em conversa com o comandante Apoim Calvão (em segundo plano, entre os dois).

Foto: © Luís Graça (2010). Direitos reservados


Quanto ao conteúdo da obra poder-se-á dizer que se trata de uma história triste, contada na primeira pessoa ao logo destas 300 páginas, como tristes e dramáticas serão todas as histórias de guerra.
Nela se descrevem as acções onde as nossas tropas sofrem feridos e mortes de camaradas, que com eles conviviam no dia-a-dia. Essas são marcas que ficarão para sempre na nossa memória. O autor fez bem em salientar, em anexo, os nomes de todos eles.
Na fase inicial de combate, no Grupo Fantasmas do então Alferes Maurício Saraiva já se nota, muitas vezes, uma mistura dos guerrilheiros com as populações, por conivência ou ameaças sobre elas, o que dificulta a actuação, sem os designados danos colaterais.
No entanto, o bom senso e a experiência do Amadú foram factores importantes para o bom andamento das operações. A sua actividade nos "comandos" manteve-se após a saída deste oficial, com a sua integração no Grupo Centuriões do Alferes Luís Rainha.

Após a intensa actividade operacional entre 1964 e 1966, nesses grupos de "comandos", Amadú sentiu a necessidade de descansar para "recarregar as baterias", voltando à sua condição de condutor. Assim, durante três anos passou pela CCS/QG e por vários batalhões: o BCav 757, o BCaç 1877, o BCav 1905 e BCaç 2856, que estiveram sedeados em Bafatá.

Com a ordem de regressar aos "comandos" em 1969, com vista à formação da 1.ª CCmds Af., Amadú, tal como os seus antigos camaradas Braima Bá e Tomás Camará, regressou às lides operacionais, agora (1970) sob a liderança do Tenente João Bacar Jaló, um figura mítica e muito considerada pelas gentes da Guiné.

Mas, antes, ainda teve que frequentar um curso acelerado com o então Capitão "Comando" Barbosa Henriques, um militar que, depois do 25 de Abril, prestaria serviço comigo no Tribunal Militar.

Recordo a manifestação sentida dos "comandos" guineenses residentes na área da grande Lisboa, com os seus trajes típicos maometanos, no dia do seu funeral, há alguns anos, no cemitério do Alto de S. João. Despediram-se do seu amigo com o habitual grito "Mama Sume"

Grandes operações nos países vizinhos

Além das mais variadas operações feitas em todo o território e nomeadamente nas matas de Morés ou da Cobaiana, saliento as duas efectuadas em território estrangeiro.
A Mar Verde, na Guiné-Conacri, em Novembro de 1970, em que previamente surgiram dúvidas nos elementos da 1.ª CCmds Af. sobre a sua participação naquelas condições e onde actuaram juntamente com elementos dissidentes daquele país.
Os principais objectivos acabariam por não ser conseguidos, devido a falhas dos serviços de informações em relação à localização dos aviões e do presidente Sékou Turé, mas ocorreu o notável feito da libertação de 26 portugueses, que o PAIGC mantinha em prisões na capital do país.
Nesta operação a companhia de Comandos teve uma baixa de peso, pois o Tenente Januário Lopes desertou e entregou-se com o seu grupo de 24 homens. Esta não é porém a versão de Marcelino da Mata, com acção de comando importante à frente do seu grupo, após a morte do alferes na fase inicial, e que diz terem-nos deixado para trás por falta de coragem em os ir lá buscar na retirada.
O facto é que nas declarações à comissão da ONU, dias depois, Januário afirmou ter de facto desertado e acabaria por ser fuzilado com os seus homens no mês seguinte.

Amadú aquando dos preparativos para esta operação afirma no livro:
"(…) A nós, o PAIGC não nos poupava. Que me lembre não me recordo ver alguns dos nossos matar os feridos. Nem deixávamos nenhum ferido do PAIGC na terra de ninguém. Se estivesse ferido, pedíamos a evacuação para o Hospital Militar. Certamente que alguns de nós, brancos ou negros não se comportavam assim tão dignamente, mas não eram a maioria. E se fossemos apanhados pela tropa do Sékou Turé, de certeza que não haveria nenhum sobrevivente. (…)

A segunda, a operação Ametista Real, foi realizada em Maio de 1973, à base de Cumbamori, no Senegal, em que seria empenhado todo o Batalhão de Comandos Africano, sob o comando do então Major Almeida Bruno.
O objectivo, desta vez, foi conseguido, pois levou à destruição dos depósitos de armas e munições e numerosas baixas no PAIGC, tal como seria parado, pouco tempo depois, o cerco a Guidaje, que já durava havia três semanas.

O Batalhão de Comandos também sofreu bastantes baixas e a retirada do Senegal para o território da Guiné foi deveras penosa e feita com grandes dificuldades. Seria mais uma vez a grande experiência do Amadú e o apoio eficiente dado pelos aviões da Força Aérea a resolver a situação no final da operação. O autor descreve o sucedido, nas pag. 253 e 254:
"(…) Continuámos a retirar em direcção à fronteira. Não podíamos forçar muito, porque o Jamanca (tenente e comandante da companhia) só podia andar com o apoio de alguém e o Capitão Folques, com a perna ferida também tinha muita dificuldade em andar e estávamos ainda longe de Guidage.
"Pedimos apoio á aviação, mas recusaram. Que estavam a a voar muito alto e era difícil localizarem-nos. (…) Perguntei ao soldado que transportava o morteiro se tinha alguma granada de fumo. (…) O Capitão Folques transmitiu para os aviões (…). Disparei com o morteiro para sinalizar o local a partir do qual os aviões podiam bombardear.
"Uma grande bola branca de fumo já tinham visto dos aviões, ouvimo-los dizer. A partir deste momento, o Capitão Folques disse sueste do fumo, a sul, a sudoeste e a oeste, arrasar tudo, tudo! (…) Essa granada de fumo ajudou-nos muito. (…)
"Chegámos junto do arame farpado de Guidage entre as 18 e as 19H00, mortos de sede e fome. Em Guidage não havia nada para comer. Nem medicamentos. (…)

Como se vê, foram tempos dramáticos e de grande sofrimento os passados nessa altura… E pelas transcrições feitas julgo que ficarão de algum modo elucidados sobre o conteúdo desta obra.

Antes de terminar apenas quero fazer duas pequenas observações.
A primeira em relação ao editor, por na contra-capa não ter colocado outra fotografia do autor, em que no fundo estivessem nomes de guineenses (talvez os fuzilados e colocados recentemente no Memorial do Bom Sucesso) e não os que se encontram nessa foto.

A segunda por o autor não fazer qualquer referência à actuação do Marcelino da Mata naquelas grandes operações, atrás referidas, onde ele teve desempenho brilhante e relevante.
Lembro ainda o facto de ele ter sido o militar mais condecorado do Exército Português em toda a Guerra do Ultramar. Mas o Amadú Djaló, na pág. 243 do livro, esclarece a sua atitude em relação a este oficial:

"O ambiente entre nós nem sempre foi o melhor. Havia rivalidades étnicas que se cruzavam com os problemas que ocorriam em qualquer unidade militar. "

A terminar, quero elogiar o autor por esta significativa e importante obra hoje foi aqui lançada e que acabou por ser publicada mercê da sua persistência de vários anos.
De assinalar igualmente o trabalho meritório do "Comando" Virgínio Briote, que contribuiu bastante para a execução deste projecto, tal como na sua eficiente divulgação.
Elogio igualmente o editor, Dr. Lobo do Amaral, Presidente da Associação de Comandos, por numa altura de crise geral e editorial, nomeadamente em relação aos livros de ensaio ou memórias, se ter abalançado na sua publicação.

Muitas felicidades para os três, para o Coronel Raul Folques e para o Dr. Nuno Rogeiro, assim como para todos os presentes.

Muito Obrigado!

Manuel Bernardo
Lisboa, 15-04-2010
_________

Nota de MR:

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A diferença entre e o tratamento «por tu» ou «por você» não é apenas uma questão de familiaridade ou de status social

via Um Homem das Cidades by Diogo on 4/14/10
[Momento de humor enviado por um amigo]

Um empresário decidiu contratar a recibos verdes um jovem licenciado para a sua empresa a quem estipulou pagar o salário mínimo.

O novo empregado, de nome Jorge, trabalhava diariamente das oito da manhã até altas horas da noite, alimentando-se apenas com sandes e bolachas. Jorge era um informático brilhante, um contabilista talentoso, tinha razoáveis conhecimentos de direito, sabia negociar as melhores condições com os fornecedores e angariava regularmente bons clientes para a empresa.

Impressionado com tal performance e não querendo perder um funcionário tão dotado, o empresário decidiu passá-lo a efectivo, passando a pagar-lhe 800 euros mensais.

Pouco tempo depois, o jovem, embora mantivesse o ritmo de trabalho anterior, começou a ausentar-se ao meio-dia e a regressar por volta das duas da tarde.

Intrigado e ligeiramente preocupado, o empresário decidiu contratar um detective e disse-lhe:

- Quero que siga o Sr. Jorge à hora de almoço, durante uma semana, e me diga o que é que ele faz durante essas duas horas.

Passada uma semana, o detective veio relatar ao empresário o que descobrira:

- O Sr. Jorge sai normalmente ao meio-dia, pega no seu carro, vai a sua casa almoçar, faz amor com a sua mulher, fuma um dos seus excelentes charutos e regressa ao trabalho por volta das duas.

Diz o empresário:

- Ah, bom, antes assim. Não vejo nada de mal nisso.

O detective pergunta-lhe:

- Desculpe. Posso tratá-lo por tu?

- Sim, claro, - respondeu o empresário surpreendido!

- Então vou repetir: o Sr. Jorge sai normalmente ao meio-dia, pega no teu carro, vai a tua casa almoçar, faz amor com a tua mulher, fuma um dos teus excelentes charutos e regressa ao trabalho por volta das duas.

terça-feira, 13 de abril de 2010

A posição da âncora depende de quem a joga

via O líder acidental by Rodolfo Araújo on 4/11/10
No texto anterior perguntei aos leitores se, ao negociar, preferem fazer a primeira oferta ou esperar que a outra parte o faça. Na maioria das vezes uma negociação gira em torno de um valor inicial, onde as partes buscam trazer o acordo o mais perto possível de seus objetivos. Independente da forma como o processo se [...]

Medición de distancias 3ª parte. Las galaxias.


via Entendiendo la Astronomía by Tomás on 4/10/10
A principios del siglo XX se debatía la naturaleza de algunas de esas "nebulosas" de aspecto difuso que se observaban en el firmamento. Algunos astrónomos defendían que había dos tipos de nebulosas, las que eran verdaderamente nubes de gas y polvo, y otras que eran en cambio galaxias enteras como la nuestra, que debían estar a distancias enormes. Algunas de ellas, que presentaban forma en espiral, eran firmes candidatas a ello aunque no se tenían certezas. Ler mais

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Morreu Nascimento Rodrigues, ex-provedor de Justiça

«O ex-provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, morreu na noite de domingo, vítima de complicações cardíacas derivadas de enfisema pulmonar. Tinha 69 anos»

Fonte: Visao online de 12Abr2010

domingo, 11 de abril de 2010

MINHA TERRA MINHA GENTE -II-VILA ARRIAGA

via Querer e não poder by carlosacebolo on 4/2/10


A minha família praticamente sempre viveu em Vila Arriaga, Angola, uma vila simpática situada no sopé da serra da Chela e, embora pertencesse ao Distrito de Moçãmedes, hoje Namibe, fazia fronteira com o distrito da Huíla, hoje Lubango, de cuja cidade (Sá da Bandeira), ficava apenas a cinquenta quilómetros de distância. Meus avós maternos eram colonos e agricultores e fixaram residência em Vila Arriaga. Meu avô paterno, nascido em Trás-os-Montes, era enfermeiro em Moçâmedes, donde era natural, minha avó paterna. Sou o terceiro filho do casal e embora tenha nascido no Lubango, sempre considerei minha terra a Vila onde vivi com meus pais. Vila Arriaga ou Bibala, como muitos a chamavam por ser o nome dado à região do concelho, era uma vila pequena, com apenas duas ruas e quatro transversais, mas muito interessante e com uma vida própria muito activa. Tinha uma administração por ser sede de concelho, com as respectivas casas do administrador, do secretário e dos demais funcionários. Como era uma zona de muita pecuária, tinha também um posto veterinário com a respectiva residência do médico veterinário. Para servir a população local e do concelho, havia também um hospital com as respectivas casas do Médico e do enfermeiro. No centro da Vila situava-se a escola primária, a estação dos caminhos-de-ferro e várias casas destinadas aos seus funcionários, assim como uma oficina para a reparação das máquinas locomotivas; um Clube recreativo e um parque infantil. A linha do caminho-de-ferro dividia praticamente a Vila em dois lados. De ambos os lados da Vila havia várias casas comerciais, quase todas direccionadas ao comércio com os indígenas, mas havia duas que além deste comércio, também estavam preparadas para o comércio Geral. Destas casas comerciais, a do Cardoso Dias e a do Lauro Gonçalves, talvez a mais importante fosse a casa Lauro Almeida Gonçalves, onde se podia encontrar um pouco de tudo. Tinha o sector agrícola, o sector de mercearia, a parte de roupas e tecidos, retrosaria, relojoaria e ourivesaria, papelaria, sapataria, louças, brinquedos e farmácia. Era na realidade um comércio multifacetado e único na região. Para além deste comércio, a Vila tinha ainda duas pensões e nos últimos tempos talho e peixaria. Todos os habitantes da Vila se conheciam e para além da amizade própria dos europeus e seus descendentes em África, havia também uma sã convivência com os naturais da terra, que fazia desta Vila uma comunidade familiar. O meu tempo de criança, de adolescente e de jovem adulto, foi passado nesse Vila, com excepção do tempo reservado aos estudos que foram passados ou em Moçâmedes (Preparatório) ou no Lubango (Secundário). Logo se vê que esta Vila marcou o meu tempo de juventude. Aos fins-de-semana havia baile no clube. As raparigas iam acompanhadas pelas mães ou a cargo de uma senhora casada que se responsabilizava por elas, era assim naquele tempo. Muito respeito, mas também muito divertimento. Não havia drogas, o álcool era controlado e não passava de umas cervejas; apenas e só o baile com música tocada a gira discos, animava as tardes e as noites. Eram tempos maravilhosos e os namoricos também existiam, mas tudo dentro do respeito da época. Durante as férias grandes, eram assim chamadas as férias de final de ano lectivo, os rapazes da Vila juntavam-se à noite para cumprir com um costume antigo, costume que já vinha dos nossos pais. Íamos ás capoeiras dos nossos próprios pais e "roubávamos" uma galinha para a patuscada nocturna. Juntávamo-nos todos no largo da pecuária e aí fazíamos a fogueira para assar os francos. Os pais no dia seguinte davam por falta das galinhas, mas ninguém levava a mal, pois era um costume antigo. Vila Arriaga era uma Vila pequena mas tão familiar que ainda hoje, passados trinta e poucos anos, posso mencionar os nomes das famílias mais antigas e que deram relevo à Vila. – A Família Adolfo de Oliveira; família António Duarte, família Rocha Pinto; família Cardoso Dias; família Madeiros; Família Simões(Canime); família Bastos; família Lauro Gonçalves; família Guardado; família Basílio; família Zé da Glória, família Alves Primo; família Raimundo; família Morais, família Baptista; família Filipe Cebolo; família Freitas, família Robalo; a famosa Viúva Alice, famosa por ser avançada de mais para a época, sempre com o espírito jovem, apesar da sua já avançada idade, não faltando a um baile junto da juventude. Para além desta gente, havia outras que embora não fossem residentes permanentes na Vila, por lá passaram e deixaram a sua influência, como a família Amadeu Gonçalves, os Administrativos Sousa Álvaro (Administrador); Fausto Ramos (secretário) Pimentel Teixeira (secretário) Nazaré Gomes (médico) João Simões (funcionário veterinário) Jorge Alves (Chefe de Estação C.F.); Sousa (Chefe de Estação dos C.F.); Sebastião (enfermeiro); Rodrigues (enfermeiro) Os padres Espanhóis (Fidel, Jesus e Zé), e o Santos (capataz Geral dos C.F). Enfim, e muitos outros que vieram depois destes, dos quais destaco a família João Rodrigues que veio da Lola, uma povoação vizinha e pertencente ao mesmo concelho, radicando-se em Vila Arriaga. Grande parte deste pessoal já faleceu, mas ainda hoje, os vivos e os descendentes dos falecidos, quando se encontram é como se encontrassem um familiar, tal era a amizade entre as famílias. No mês de Junho dava-se lugar às célebres festas da Vila, em honra dos Santos populares, Stº. António, S. João e S. Pedro, que para além das várias barracas que se montavam com diversas actividades e do indispensável baile diário, também havia as tradicionais fogueiras em honra dos Santos populares. As festas duravam o mês inteiro e todos os dias haviam movimento próprio das festas que aos fins-de-semana era abrilhantado com um conjunto musical contratado para o efeito e com torneios de tiro ao alvo; tiro aos pombos e tiro aos pratos, além do Basquetebol e do futebol é claro. Em minha terra minha gente, não podia deixar de fazer esta retrospectiva saudosista da minha juventude.

sábado, 10 de abril de 2010

Dez maravilhas da infraestrutura automotiva

Dez maravilhas da infraestrutura automotiva

Fonte: Site Jalopnik Brasil

sexta-feira, 9 de abril de 2010

M197 - Os RANGERS vistos pelo Jornal "O Primeiro de Janeiro" em reportagem d...

via COISASDOMR by Eduardo J. Magalhães Ribeiro on 3/31/10
Reportagem sobre os OpEsp/RANGERS, publicada pelo jornal "O Primeiro de Janeiro", em reportagem de 4 de Março 1991, que nos foi enviada pelo RANGER Abílio Rodrigues






quarta-feira, 7 de abril de 2010

Boletim de Astronomia (de Rui Moio)

Nota pessoal:
Visitem o Boletim de Astronomia de Rui Moio (actualizado periodicamente).
Aqui são publicados artigos de Astronomia, de Astrofísica... que considero interessante ler-se e estudar-se.
Rui Moio

Las órbitas

via Entendiendo la Astronomía by Tomás on 3/13/10
A principios del s. XVII el astrónomo y matemático alemán Johannes Kepler formuló tres leyes que describían a la perfección el movimiento planetario. Fue algo a lo que dedicó su vida.

Utilizó para ello las mediciones más exactas conseguidas hasta entonces, logradas por Tycho Brahe. Sin embargo, Kepler empezó anteponiendo sus profundas convicciones teológicas que le hacían pensar que los movimientos planetarios debían ser circulares, puesto que el círculo es símbolo de la perfección, y estar regidos por la armonía geométrica. A pesar de ello terminó dándose cuenta de que por más que aplicara las ecuaciones del círculo, siempre encontraba que las posiciones planetarias observadas diferían algo de él. No le quedó más remedio que abandonar su idea de la perfección y autoconvencerse: "Si los planetas son lugares imperfectos, ¿por qué no pueden de serlo también sus órbitas?"

Entonces aplicó la fórmula de la elipse. Y la elipse encajaba. Las posiciones de los planetas seguían esa curva, no había duda.

¿Cómo es una elipse? A difencia del círculo, definido porque cada punto está a la misma distancia de un punto central, la elipse se describe a partir de dos puntos llamados focos. Si medimos la distancia de cualquier punto de la elipse a cada uno de los focos, encontramos que es siempre la misma.

En el caso de las órbitas elípticas de los planetas, resultó que el Sol ocupaba siempre uno de los focos. Y esa es la primera ley de Kepler.

La segunda ley nos dice que el radio que une el planeta y el Sol barre areas iguales en tiempos iguales. Pensémoslo un poco. En primer lugar, la velocidad de un planeta dentro de su órbita elíptica no es fija, sino que es mayor cuanto más cerca del Sol se encuentra. Kepler además halló que para un mismo intervalo de tiempo, el área barrida es la misma:

Unos años más tarde, el propio Kepler añadió una tercera ley que nos viene a decir que cuanto más alejado esté un planeta del Sol más tiempo tardará en recorrerlo. De todas formas Kepler lo que dijo sólo se expresa en lenguaje matemático:

Siendo T el tiempo que tarda el planeta en dar una vuelta completa a la órbita, y a el semieje mayor de la elipse.

Estas tres leyes sirven aún hoy para calcular las posiciones de los planetas, de los satélites, etc, aunque son leyes formuladas empíricamente, obtenidas únicamente a través de la observación. Son leyes sencillas y cómodas que describen lo observado, sin un razonamiento previo que nos lleve a ellas.

Sólo 69 años después Isaac Newton formuló su Ley de la Gravitación Universal, una ley que explicaba las tres leyes de Kepler y revolucionaba la física: dos cuerpos con masa se atraen entre sí con una fuerza inversamente proporcional al cuadrado de la distancia que los separa. La fuerza con la que se atraen dos cuerpos está relacionada con la distancia entre ellos, y es mayor cuanto más cerca estén.


¿Qué tiene esto que ver con las órbitas? Pensemos. Si cojo una piedra y la tiro en horizontal, según lo fuerte que la tire alcanzará una distancia. La piedra cae inexorablemente atraída por la Tierra (en realidad la piedra también atrae a la Tierra según nos dice Newton) pero si soy capaz de lanzarla fuerte recorrerá una buen trecho. Si no aplico ninguna fuerza sobre la piedra, ésta cae sin más a mis pies.

Lo mismo ocurre con los planetas. Sus órbitan son el resultado del equilibrio de la fuerza de gravedad, que los haría caer al Sol, y de la inercia tangencial que los haría alejarse de él en linea recta. Si de repente desapareciera el Sol, y con él su fuerza de atracción por gravedad, el planeta continuaría desplazándose con una trayectoria en linea recta.

Por el contrario, si los planetas no tuvieran una inercia que los llevara a alejarse del Sol tangencialmente, caerían al Sol como mi piedra a los pies.


Nos quedaría por resolver un asunto: ¿de dónde proviene esa fuerza de inercia tangencial? Realmente no hay nada que tire del planeta hacia delante, sino que es un moviento que tiene el planeta en esa dirección desde que se formó. Esto nos lleva a otra clave de este asunto, y es la ley de conservación del momento angular. No asustarse. Se trata de que todo cuerpo en movimiento circular posee una energía intrínseca de rotación que permanece constante. La ley asocia linealmente la masa, la velocidad y el radio, de modo que si cambio el radio (por ejemplo, al describir una elipse) la velocidad debe variar.

Quizás nos cueste entender esto un poco, pero démosle la vuelta a la forma de verlo. Sólo perduran en el tiempo los planetas que tienen una inercia tangencial. Los que no, caen al Sol tarde o temprano en trayectorias espirales.

Hoy estas tres leyes de Kepler más la de la gravitación universal de Newton se siguen aplicando para los cálculos de las órbitas de los satélites y de las sondas interplanetarias. La mayoría de éstas últimas consumen toda la energía que les dan los cohetes en muy poco tiempo tras el lanzamiento. Puesto que en el espacio no hay aire ni rozamiento, la velocidad que han adquirido cuando se consume la última gota de combustible de los cohetes se mantiene ya siempre constante salvo que la propia gravedad acelere la nave.

De esta forma, cuando se trata de hacer llegar muy lejos a una nave, por ejemplo a Saturno, en vez de hacerla dirigirse hacia ese planeta directamente lo que se hace es llevarla antes a las cercanías de otros planetas menos distantes, que con su gravedad la acelerarán y así, a pesar de recorrer una mayor distancia, la nave llegará a su destino final en menos tiempo. Las leyes de Kepler, Newton y la conservación del momento angular serán sus únicos motores.

En este video podeis ver el carambolesco viaje de la sonda Cassini-Huygens hacia Saturno. Cada vez que se acerca a un planeta, la sonda se acelera y cambia de trayectoria por conservación del momento angular. La velocidad que gana en cada una de estas maniobras nunca la pierde. Ah, y el cálculo hay que hacerlo muy exacto cuando lanzas la sonda, porque después no habrá posibilidad de corregir la trayectoria:



IMÁGENES
1.- Johannes Kepler. Wikipedia.
2.- Elipse a partir de sus focos. Wikipedia.
3.- Segunda ley de Kepler. Wikipedia.
4.- Croquis sobre movimientos en una órbita.

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