quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Livros - As Novas Censuras

via O Saudosista by Saudosista on 1/31/08

As técnicas de manipulação de informação empregues quotidianamente sob os nossos olhos são múltiplas e extraordinariamente inteligentes.
Aplicam-se a toda a cadeia de informação. Primeiro, há que esconder a verdade. Se a verdade aparecer, há que fazer pressão sobre os mediadores capazes de a substituir, ameaçá-los, aterrorizálos, seduzi-los, comprá-los.
Se a verdade for difundida pelos media, há que controlar o impacte sobre a opinião e tudo fazer para que não seja ouvida e, sobretudo, para que não crie um emoção popular. Através de exemplos concretos, que narra com a inspiração de um jornalista talentoso, Paul Moreira traça um retrato impressionante deste universo da desinformação.

ShadowBox.js - Um Visualizador de conteúdo multimédia para websites

via MUIOMUIO.NET by Mario Andrade on 1/31/08

Shadowbox é um pequeno script que permite ver conteúdo multimédia em popup sem sair do site. Muito á semelhança do Lightbox mas com mais capacidade. Enquanto o lightbox permite apenas ver imagens o ShadowBox permite ver imagens, conteúdo em Flash, filmes Quicktime, Windows Media Player, e até mesmo outras páginas.
É criado usando exclusivamente JavaScript e suporta Firefox 1.5+, Safari 2+ e IE 6+.
Permite ainda integração com outras frameworks de javascript como:
  • Yahoo! User Interface Library
  • Ext (standalone)
  • Prototype + Scriptaculous
  • jQuery
  • MooTools (requer Fx.Styles e os ficheiros para que este funcione)
  • Dojo Toolkit
Permitindo a integração fácil e optimização de código na sua execução. A primeira versão do Lightbox de momento está ultrapassada, embora seja uma opção válida para quem quiser usar para visualizar fotos. A realidade é que existem scripts igualmente de tamanho compacto mas com muito mais potencial.
Site Oficial / Demos / Como Usar / Download

Improvise música com Anônimos, tudo online e em tempo real É


Improvise música com Anônimos, tudo online e em tempo real É somente um site experimental, mas a idéia é ótima. No Muxicall você passa o mouse sobre os acordes, escolhe o instrumento e cria uma melodia em conjunto com quem mais estiver online. Acabo de ajudar a produzir um ensaio caótico com mais 8 integrantes que, pelo decorrer da criação,

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5.000 entradas

via Leste de Angola by Jorge Santos - Op.Cripto on 1/30/08

Esta 'Entrada' ou 'Post' como também lhes chamam, tem o número 5.000. A primeira aconteceu em 18 de Fevereiro de 2004 e ao longo destes quase quatro anos conseguimos, para além de ir informando o que diariamente se passa naquelas...

Nota Pessoal
Parabéns e votos de que continue neste seu trabalho meritório e muito útil.
Rui Moio

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O primeiro aniversário do Manlius

via nonas by nonas on 1/30/08

Nasceu há um ano um blogue que é hoje, como bem diz o HNO, um blogue de referência.
Sou amigo e camarada do Manlius há mais de vinte anos. Sobre ele poderia dizer muito mas digo-vos apenas que se trata de um Senhor, com nobreza de carácter e de princípios, um camarada-modelo, um camarada exemplar e um exemplo de camarada.
Viveu as amarguras do exílio abrilino em Madrid juntamente com o
Rodrigo Emílio e outros. Dos outros, prefere esquecer alguns que por um punhado de escudos juraram fidelidade ao MDLP, a Spínola e à democracia.
Recusou, juntamente com Rodrigo Emílio, esse dinheiro fácil e preferiu passar privações, vender flores nas calles madrilenas, ou ter de roubar pão e leite para não passar fome porque a sua honra chama-se fidelidade.
Entre vários episódios acompanhou e viveu os últimos quatros anos lisboetas de Rodrigo Emílio, de quem foi um dos esteios.
O seu blogue é de leitura diária e obrigatória e o seu nível nunca me surpreendeu. Fui um dos que o "avisei" disso mesmo e que há que continuar porque sabemos que não te arrependes nem esqueces.

Nota Pessoal
Parabéns Manlius com votos que continue por muito e muito tempo.
Rui Moio

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Marvão em 3D no Google Earth

via Marketing de Busca by António Dias on 1/30/08

marvao 3D Graças a este blog descobri a vila e o forte de Marvão representados no Google Earth em modelos de 3 dimensões.
Segundo o autor, a equipa do Google Earth está constantemente a adicionar modelos de edifícios criados por voluntários de todo o mundo. A autoria deste trabalho é desconhecida.

Para ver a vila no seu Google Earth, abra o programa e execute esta localização que o levará directamente até Marvão. Depois é só seleccionar na barra lateral, ao fundo, em Construções em 3D ou 3D buildings.

Publicado em Marketing de Busca:

Marvão em 3D no Google Earth

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Biografía de Álvaro Cunqueiro

via Poemas del Alma by Verónica Gudiña on 1/30/08

El 22 de diciembre de 1911, en Mondoñedo, nació Álvaro Cunqueiro Mora, quien se convertiría en uno de los grandes autores gallegos a través de sus actividades de novelista, dramaturgo, poeta y periodista.

Álvaro CunqueiroLa lectura lo atrapó desde muy pequeño y así fue que, en su juventud, se animó a escribir su primera novela inspirado en las novelas de Buffalo Bill. Años después, este estudiante del Instituto General y Técnico de Lugo, comenzó a leer poesías.

En 1927 se matriculó en la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad de Santiago de Compostela, pero prefirió desarrollarse como periodista al incorporarse como redactor y colaborador de varios medios españoles, entre los que se destaca la revista “El pueblo gallego”.

Más allá de destacar su extensa obra literaria y su experiencia periodística, también es importante centrarse en la faceta política de este habitué de las tertulias del Café Español. Es que, tiempo después de desempeñarse como profesor en Ortigueira, este miembro declarado del Partido Galeguista comenzó a militar en Falange Española durante la Guerra Civil. Por ese entonces, colaboró con diversas publicaciones del bando rebelde pero, en 1944, un año después de desvincularse de Falange, el hasta entonces redactor del diario “ABC” perdió su carnet de periodista, razón por la cual finalizó su colaboración con el régimen franquista y abandonó Madrid. En 1946, ya de regreso en Galicia, retoma su labor como colaborador en los principales periódicos gallegos.

En materia de reconocimientos, Álvaro Cunqueiro obtuvo en 1959 el Premio Nacional de la Crítica, nueve años después ganó el Premio Nadal y, en 1979, consiguió los premios Frol da agua y el de la Crítica de Narrativa Gallega. Además fue distinguido con el Premio Conde de Godó, fue parte de la Real Academia Gallega y, en 1991, el Día de las Letras Gallegas estuvo dedicado a él.

La muerte de este autor de obras tales como “Elegías y canciones”, “Las mocedades de Ulises”, “Un hombre que se parecía a Orestes”, “El año del cometa con la batalla de los cuatro reyes” y “Tertulia de boticas prodigiosas y escuela de curanderos”, se produjo el 28 de febrero de 1981 en Vigo.

Nota Pessoal
Ouvi falar pela primeira vez de Álvaro Cunqueiro quando frequentei um curso de galego há cerca de 15 aos e desde então tenho tido curiosidade em seguir a sua obra cultural. É tempo de o revisitar.
Rui Moio

Genial Machado já está online

via Mundo Pessoa on 1/30/08



Em 2008, o Brasil celebra os cem anos da morte de Machado de Assis. Como parte da homenagem ao escritor, a Fundação Casa de Rui Barbosa lança um site concebido e construído por uma equipa de investigadores e bolsistas da instituição.
A pesquisadora Marta de Senna teve a ideia de criar uma obra de referência em que fosse fácil para o leitor de hoje encontrar informação sobre as inúmeras alusões que Machado de Assis faz, nos seus romances e contos, a outros autores, à Bíblia, a personagens históricas, à mitologia, a diferentes tradições culturais. Com a evolução do projecto, percebeu que somente um site na Internet poderia dar conta do grande universo de informações e, ao mesmo tempo, ser dinâmico o suficiente para ser constantemente corrigido e aperfeiçoado. Em http://www.machadodeassis.net/, o internauta encontra, além do banco de dados propriamente dito, uma biografia resumida do escritor, uma bibliografia básica com cerca de 30 títulos de livros e, num futuro breve, uma revista eletrónica com artigos relevantes sobre o autor.

Nota Pessoal
Um óptima oportunidade para se conhecer melhor a obra literária deste maravilhoso contista brasileiro.
Rui Moio

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Os 2 Erros Mais Comuns de Quem Trabalha a Partir de Casa

via Kanhas dot Com by Kanhas on 1/30/08

Como sabes trabalhar a partir de casa é o sonho de muitas pessoas, mas muitas dessas pessoas falham quando o tentam fazer, porquê?

1 - Porque não têm um nicho específico.

As pessoas, não sei bem porquê, têm tendência a escolher nichos sobre os quais pouco ou nada sabem e como é óbvio, mais cedo ou mais tarde a coisa começa a correr mal. Se és uma pessoa calada e introvertida, então tens de considerar em nunca começares algo em que tenhas de vender produtos e/ou serviços, por exemplo. A maior parte das oportunidades que existem para começares um negócio a partir de casa requerem vendas, mas dificilmente irás ganhar dinheiro com elas. Se escolheres por uma carreira de freelancer que requer habilidade artística em determinada área que não dominas, então irá ser muito difícil ganhares muito dinheiro com ela, até porque, para seres um freelancer de sucesso, tens de ser mesmo bom naquilo que fazes, devido à enorme concorrência existente.

erros-comuns-trabalhar-partir-casa

2 - Porque a oportunidade ou negócio que escolheram são uma treta.

Infelizmente existem por ai (cada vez mais) oportunidades que não interessam a ninguém. Uma coisa é certa, elas só existem porque há pessoas que as alimentam e caiem que nem uns patinhos. Nem eu nem tu, estamos livres de um dia nos acontecer o mesmo. (Um dos meus próximos artigos, será sobre como evitar este tipo de oportunidades).

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Escrituras deixam de ser obrigatórias

«O Governo está a últimar um decreto-lei que acaba totalmente com a obrigatoriedade de escritura pública para as transmissões de imóveis, incluindo compra, venda, doação e alienação por herança. A medida está a indignar os notários, que tinham nas escrituras a sua principal fonte de receitas.»

Fonte: Correio da Manhã de 30Jan2008

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Guiné 63/74 - P2391: Pami Na Dondo, a Guerrilheira , de Mário Vicente (7) - ...

Nota Pessoal
Apontamentos sobre a operação Tridente na ilha de Como.
Rui Moio

via Luís Graça & Camaradas da Guiné by Luís Graça on 12/31/07

Guiné> Região de Tombali > Cufar > CART 1687 (1967/1969) >
Setembro de 1967 > Álbum fotográfico de Vitor Condeço > Foto 12 > Centro do aquartelamento (parada), edifícios do comando e cómodos dos oficiais, vistos do lado da messe de sargentos. (Podem ver-se os varandins e balaustradas que o Mário Vicente descreve no seu livro A Guerrilheira, para a direita das viaturas Matadores que se vêm ao fundo, ficaria a palhota que serviu de cárcere à Pami Na Dondo).

Guiné> Região de Tombali > Cufar > CART1687 (1967/1969) > Setembro de 1967 > Álbum fotográfico de Vitor Condeço > Foto 10 > Outro interior da messe de Sargentos. Vejam-se os cadeirões feitos dos barris do vinho, a necessidade aguçava o engenho.
Guiné> Região de Tombali > Cufar > CART1687 (1967/1969) > Setembro de 1967 > Álbum fotográfico de Vitor Condeço > Foto 7 > Interior da messe e bar de Sargentos.

Guiné> Região de Tombali > Cufar > CART1687 (1967/1969) > Setembro de 1967 > Álbum fotogáfico de Victor Condeço > Foto 1 > Cufar Aquartelamento de Cufar, vista do lado da Pista.

Fotos e legendas: © Victor Condeço (2007). Direitos reservados.



PAMI NA DONDO, A GUERRILHEIRA (1)
por Mário Vicente
Prefácio: Carlos da Costa Campos, Cor
Capa: Filipa Barradas
Edição de autor
Impressão: Cercica, Estoril, 2005
Patrocínio da Junta de Freguesia do Estoril
Nº de páginas: 112



Edição no blogue, devidamente autorizada pelo autor, Mário Vicente Fitas Ralhete (ex Fur Mil Inf Op Esp, CCAÇ 726 : Revisão do texto, resumo e subtítulos: Luís Graça.


Parte VI - Esperando o segundo interrogatório (pp. 47-52)


Resumos dos posts anteriores (1):

(i) A acção decorrer no sul da Guiné, entre os anos de 1963 e 1966, coincidindo em grande parte com a colocação da CCAÇ 763, como unidade de quadrícula, em Cufar (Março de 1965/Novembro de 1966)…

No início da guerra, em 1963 Pan Na Ufna, de etnia, balanta, trabalha na Casa Brandoa, que pertence à empresa União Fabricante [leia-se: Casa Gouveia, pertencente à CUF]. A produção de arroz, na região de Tombali, é comprada pela Casa Brandoa. Luís Ramos, caboverdiano, é o encarregado. Paga melhor do que a concorrência. Vamos ficar a saber que é um militante do PAIGC e que é através da sua influência que Pan Na Ufna saiu de Catió para se juntar à guerrilha, levando com ele a sua filha Pami Na Dono, uma jovem de 14 anos, educada das missão católica do Padre Francelino, italiano.

O missionário quer mandar Pami para um colégio de freiras em Itália mas, entretanto, é expulso pelas autoridades portugueses, por suspeita de ligações ao PAIGC (deduz-se do contexto). Luís Ramos, por sua vez, regressa a Bissau, perturbado com a notícia de que seu filho, a estudar em Lisboa, fora chamado para fazer a tropa.

É neste contexto que Pan Na Una decide passar à clandestinidade, refugiando-se no Cantanhês, região considerada já então libertada.

(ii) De etnia balanta, educada na missão católica, Pami Na Dondo, aos catorze anos, torna-se guerrilheira do PAIGC. Fugiu de Catió, com a família, que se instala no Cantanhês, em Cafal Balanta. O pai, Pan Na Ufna entra na instrução da Milícia Popular. Pami parte, com um grupo de jovens, para a vizinha República da Guiné-Conacri para receber formação político-militar, na base de Sambise. O pai, agora guerrilheiro, na região sul (que é comandada por João Bernardo Vieira 'Nino') , encontra-se muito esporadicamente com a filha. Num desses encontros, o pai informa a filha de que a mãe está gravemente doente. Pami fica muito preocupada e quer levá-la clandestinamente a Catió, enquanto sonha com o dia em que se tornará companheira do pai na Guerrilha Popular.

Entretanto, o destino prega-lhe uma partida cruel: na instrução, na carreira de tiro, tem um grave acidente, a sua mão esquerda fica decepada. No hospital, conhece Malan Cassamá, companheiro de guerrilha de seu pai, que recupera de um estilhaço de morteiro, que o atingiu na perna, no decurso da Batalha do Como, em Janeiro de 1964 (Op Tridente, Janeiro-Março de 1964, levada a cabo pelas NT) . Malan fala a Pami da coragem e bravura com quem seu pai se bateu contra os tugas.

Pami é destacada para dar aulas ao pessoal do Exército Popular e da Milícia Popular, em Flaque Injã, Cantanhês. No dia da despedida, canta, emocionada, o hino do Partido, 'Esta é a Nossa Pátria Amada', escrito e composto por Amílcar Cabral. Segue para Flaque Injã, com o coração em alvoroço, apaixonda por Malan Cassamá. De regresso à guerrilha, a Cansalá, Malan fala com o pai da jovem, e de acordo com os costumes gentílicos, Pami torna-se sua mulher.

(iii) Na actual região de Tombali (Catió), no sul da Guiné, o PAIGC, logo no início da guerra, ganha terreno e populações (nomeadamente, de etnia balanat). A resposta das autoridades portuguesas não se fez esperar, com uma grande contra-ofensiva para reconquista a Ilha do Como (Op Tridente, Janeiro-Março de 1964).

Entretanto, começam a chegar a Catió chegam reforços significativos. O Cantanhês, zona libertada, assusta o governo Português. Em contrapartida, no PAIGC, Nino, o mítico comandante da Região Sul, manda reforçar os acampamentos instalados nas matas de Cufar Nalu e Cabolol.

Em finais de 1964, Sanhá, a mãe de Pami, morre de doença na sua morança na tabanca de Cadique Iála. O guerrilheiro Pan Na Ufna, acompanhado da sua filha, faz o respectivo choro, de acordo com a tradição dos balantas.

Em Março de 1965, os homens da CCAÇ 763 - conhecidos pela guerrilha como os Lassas (abelhas) - reconquistam ao PAIGC a antiga fábrica de descasque de arroz, na Quinta de Cufar, e respectiva pista de aterragem em terra batida. Nino está preocupado com a actuação dos Lassas, agora instalados em Cufar, juntamente com o pelotão de milícias de João Bacar Jaló, antigo cipaio, agora alferes de 2ª linha.

Entretanto, Pami e Malan continuam a viver a sua bela estória de anor, em tempo de guerra, de sacrifício e de heroísmo. Ela, instalada em Flaque Injá, onde é professora. Ele, guerrilheiro, visita-a sempre que pode.A 15 de Maio de 1965, os Lassas destroem o acampamento do PAIGC na mata de Cufar Nalu. A guerrilha sofre baixas mas, durante a noite, consegue escapar com o equipamento para Cabolol. Na semana seguinte, os militares de Cufar tentam romper a estrada para Cobumba. Embrenham-se na mata de Cabolol, destroiem várias tabancas na zona.

Em princípios de Junho de 1965, os Lassas (abelhas) vão mais longe, destruindo o acampamento de Cabolol. Em Cafal, o comando político-militar do PAIGC está cada vez mais preocupado. Em Julho, Pami chora de dor, raiva e revolta ao ver a sua escola destruída, em Flaque Injã. Grande quantidade de material desaparece ou fica queimado. As casas de Flaque Injã ficam reduzidas a cinzas.

Mas a luta continua... Psiquicamente recuperada, a população começa a reconstrução de Flaque Injã e Caboxanque. A guerrilha recebe mais reforços e armamento novo. Pami entra voluntariamente numa coluna de reabastecimento que a leva à República da Guiné. Segue o corredor de Guilege, e sobe de Mejo para Salancaur, daqui para o Xuguê [Chuguè, segundo a carta de Bedanda,] terra de seus avós paternos. Desce até Cansalá, onde se encontra com seu marido. Não encontra seu pai, pois este fora transferido para o Cafal, e ali integrado numa companhia do Exército Popular.

Em meados de Agosto de 1965, Pami Na Dondo desce com Malan Cassamá até Cobumba. Malan e o seu grupo levam a cabo várias acções contra a tropa e o quartel de Bedanda. O grupo regressa a Cansalá. Uma delegação da OUA visita as zonas libertadas, a convite do PAIGC.

(iv) Madrugada de 24 de Agosto de 1965, Pami e Malan dormiam nos braços um do outro quando a tabanca, Cobumba, sofre um golpe de mão do exército português, que tem a assinatura dos Lassas.

No grupo de prisioneiros que são levados para Cufar, estão Malan e Pami que terão destinos diferentes. Pami estão integrada num grupo de cinco mulheres e procura nunca denunciar a sua condição de professora. Em caso algum falará recusará falar em português ou em crioulo. Mas os seus olhos de águia vão observado tudo, no caminho até ao quartel dos Lassas. No rio Cadique o grupo embarca em lanchas da Marinha. O Alferes Telmo não deixa que ninguém toque nas mulheres. Fala em psico, uma palavra que Pami desconhece. O grupo é entregue à guarda ao Furriel Mamadu.

Pami mal reconhece a antiga fábrica de descasque de arroz, a Quinta de Cufar, onse se instalaram os Lassas. Os prisioneiros são recebidos por militar dos óculos que, mais tarde Pami vem a saber tratar-se de Carlos, O Leão de Cufar, comandante do aquartelamento. Homens e mulheres são instalados em sítuios diefrentes. Malna e Pami entrecuzram o olhar, sem se denunciaram. Sabem que dizem ali adeus para sempre. Lágrimas nos olhos, Pami sente a dor da separação. )Pami e as prisioneiros ficam à guarda da milícia de João Bacar Jaló. Recusa-se a comer, bebe só água. No dia seguinte, a vida no aquartelamento retoma o seu ritmo. Pami pode agora ouvir e até ver perfeitamente, por entre as frestas das paredes de capim ao alto entrançado com lianas, tudo o que acontece por fora da palhota onde tinha passado a noite.

(v) Começam os interrogatórios dos prisioneiros, em Cufar. Um soldado milícia, da torpa de João Bacar Jaló, vem buscar Pami. Pelo caminho, Pami vai-se preparando mentalmente para mentir aos seus captores e sobretudo para não comprometer Malan. Entretanto, com os seus olhos de águia, vai observando e registando todos os pormenores da vida no aquartelamento dos Lassas.

Um milícia serve de intérprete. O interrogatório é conduzido pelo Alferes Telmo, acompanhado pelo Furriel Rafael (de alcunha, Mamadu), um e outros reconhecidos de imediato pela Pami. Respondendo apenas em balanta, diz chamar-se Sanhá Na Cunhema (nome da mãe) e ter nascido na Ilha do Como.
Os militares decidem mudar de táctica. Rafael encosta-lhe o cano da pistola ao seu ouvido, e pergunta-lhe, através do intérprete, o que aconteceu à sua mão esquerda... Um pouco trémula, diz que, quando era criança, fora mordida por uma cobre, tendo o pai sido obrigado a cortar-lhe a mão para a salvar...

Pami parece não convencer os seus interlocutores. Os dois Lassas entram em provocações de teor sexual, pensando tratar-se de uma eventual prostituta ao serviço da guerrilha... O interrogatório irá continuar nos dias seguintes. Pami regressa, exausta, para junto das suas companheiras de infortúnio. Mas, ao mesmo tempo, sente-se orgulhosa por. neste primeiro round, não ter traído os ideais de seu pai, Pan Na Ufna e de seu marido, Malan, valentes guerrilheiros do PAIGC.


(i) Pami está exausta e confusa, depois do primeiro interrogatório com os rangers Telmo e Rafael (ou Mamadu)

Passado que fora aproximadamente uma hora de terem levado a Bajuda, ouviram-se passos em corrida e grandes gargalhadas no Comando. Pouco depois a rapariga foi reintroduzida na prisão. Tremendo toda, enrolou-se junto de Pami. Esta ajeitou-se, de forma que as caras ficaram juntas. A professora de Flaque Injã passou com suavidade a sua única mão pelo rosto da jovem e sentiu os dedos humidificarem-se com as suas lágrimas. Num murmúrio, perguntou-lhe:
- Fizeram-te mal? Abusaram?
- Não!

Então sussurrante, a jovem contou tudo o que se tinha passado:
- Levaram-me para uma casa, onde estava uma cama dos militares. Fiquei ali só, durante um tempo até que apareceu um militar que deveria ser o dono da cama. Eu estava sentada a um canto. E ele pareceu ficar surpreendido com a minha presença. Começou a falar, mas eu não entendia nada, pois não conheço a língua deles. Passados uns momentos, ele aproximou-se e, sempre falando, pôs a mão na minha cabeça, e foi descendo até apertar o meu seio. Aí eu bati com a minha mão na dele. Falou mais, e veio novamente, agora tentando meter a mão entre as minhas pernas. Havia um pau junto, e eu peguei nele para lhe bater. Então ele começou a fugir, em volta da casa, sempre falando. Parou e tentou vir junto de mim outra vez, e eu levantei o pau novamente. Ouvi barulho, por cima, e vi muitas caras espreitando e rindo. Ele falou para os outros zangado, e os outros fugiram. Depois trouxeram-me para aqui. Mas estou com muito medo.

Estava narrada a aventura da Bajuda. Pami acalmou a miúda, colega de cárcere. Felizmente nada de grave tinha acontecido. No dia seguinte pelas conversas ouvidas ao grupo que se reuniu na varanda do Comando, verificou ter-se tratado de brincadeira, feita pelos alferes ao tenente. Do qual ficou a saber ser médico, e chamar-se Leandro.

Próximo da hora de almoço do dia seguinte, Pami foi levada novamente para ser interrogada. Só que para surpresa sua, o interrogatório não era com os mesmos do dia anterior. Estes não conhecia o nome, mas eram do mesmo grupo que comandavam os Lassas. Um sem barbas, que tinha na mão o mesmo caderno onde Telmo tinha escrito, perguntou a um milícia que também era outro, o seguinte:
- Gibi, pergunta-lhe lá, se o que ela ontem disse é verdade?

O milícia formulou a pergunta em Balanta. A prisioneira esperou um pouco e acenou que sim com a cabeça. Os militares ficaram calados, e o que não tinha barbas disse para o outro:
- O que é que fazemos, Gama?

Ao que o de cara cheia e com barbas, respondeu:
- Sei lá, carago! Oh meu alferes, deixe essa merda, carago! Estamos aqui a perder tempo para quê? O alferes Telmo e o Mamadu que tratem dela, eles são Rangers, eles é que sabem tratar dessas merdas, carago!

Pami ficou a conhecer mais dois elementos dos Lassas. O alferes virou-se para o barbudo e falou:
- Eh, pá, eu acho que eles têm razão. Esta gaja parece esconder algo.
- Não duvido! Se o Telmo e o Mamadu nos pediram para fazer isto, é porque lhe cheira a qualquer coisa, carago! Mas eles que se chateiem. Eu já não tenho pachorra para isto, carago.

O alferes virou-se para o milícia Gibi, e disse:
- Diz-lhe que quando quiser falar verdade que diga. E agora leva-a para a palhota!

A professora ficou estupefacta. Estes indivíduos são de facto imprevisíveis. Tem de ter muito cuidado. Não pode cair em contradição, ou ceder qualquer pista, pois não sabe nada sobre o que está a acontecer a Malan Cassamá, e agora tinha muitas mais razões para a sua inquietação, resultante das revelações feitas pelos seus inquiridores. Sim, ficou a saber que Telmo e Rafael pertenciam a tropas especiais. Porquê a sua inclusão numa companhia normal do exército colonialista?

(ii) Malan, denunciado como guerrilheiro, é entregue à PIDE de Catió

Ao terceiro dia é concedida autorização para as prisioneiras lavarem a roupa, pelo que se dirigem todas para o poço. As duas mulheres primeiramente interrogadas, e que continuam a ser ouvidas em conjunto, desligam-se um pouco do grupo. Os militares sentem grande interesse por elas, e estão constantemente a ser chamadas. Pami tem a certeza que elas estarão a passar informações sobre a guerrilha. A professora apercebe-se que os homens estão a ser interrogados com a ajuda de cães para aterrorizar mais. Do seu ponto de observação, no interior da prisão palhota, consegue ouvir uma conversa, em que Malan Cassamá, já foi identificado. Ouviu perfeitamente Telmo falar com o Leão de Cufar:
- Meu capitão, o problema está resolvido, o indivíduo não confessou, mas há um que confirma, que o gajo é mesmo o Malan Cassamá, e que pertence ao Exército Popular como consta no pedido de captura!
- É uma porra, Telmo! Não podemos ficar com ele. Temos de o levar para Catió e entregá-lo à PIDE. Mas vê se lhe caças alguma coisa. Na próxima ocasião, pedimos o gajo como guia. Olha, diz ao Palmeiro que aquelas duas gajas que se abriram, podem ir embora. E já agora que levem a miúda, não vá algum sacana de noite meter-lhe os tampos dentro, e termos para aí problemas. As outras espremam um pouco mais a ver se dá alguma coisa. A sem mão é capaz de ser tonta, mas tudo é possível.
- Certo, vou tratar disso com o Palmeiro!
- Outra coisa, meu capitão. A mais velha disse alguma coisa que coincide na generalidade com as outras. Mas os soldados andam de volta dela, e parece que alguns já a comeram. Era melhor o doutor vê-la, não vá haver para aí uma infecção geral, e andar tudo de gaita à bandoleira.
- Certo, levem-na ao Leandro.

Pami, embora receosa e triste, por verificar que os prisioneiros parecerem não estar a aguentar-se. Ficou mais aliviada com esta revelação, pois Malan pelo menos já tinha o estatuto de prisioneiro em princípio regularizado. Mas estava preocupada por não ser chamada, nem a sua companheira, agora que as outras três tinham partido. Ou estariam à espera que fosse ela a tomar a iniciativa? Grandes momentos de confusão para a professora de Flaque Injã.

Uma manhã, oito dias passados sobre a sua captura, Pami conseguiu ver Malan. Mãos amarradas por uma corda, que lhe envolvia o pescoço, o guerrilheiro era içado, para uma viatura, que seguiria numa coluna rumo a Catió. Agora sim a separação seria para sempre.

Aos poucos os homens prisioneiros foram desaparecendo. O destino deles era interrogação para Pami, que permanecia com a sua companheira, a qual por vezes se ausentava com os militares, voltando com pão, vinho, bolacha e por vezes aparecia já alcoolizada. A conversa entre as duas era nula. Uma manhã a companheira saiu e não voltou mais.


(iii) Pami torna-se confidente de Miriam e sente um ódio profundo pelo Furriel Rafael (Mamadu)

Pami sentiu mais liberdade, e verificou que ninguém ficava a guardar a sua prisão. Pelo que começou a sair e a sentar-se no chão junto à porta, apercebendo-se agora praticamente de toda a vida dos Lassas dentro do seu aquartelamento. O pessoal da milícia falava com ela, e as mulheres aproximavam-se mais, mantendo até conversa. Pami receou que alguma mais velha a reconhecesse de Catió, mas a invenção do nome e a falta da mão ocultavam perfeitamente bem a sua verdadeira identidade.

Duas mulheres, as quais eram bastantes novas e casadas com dois milícias já velhos, começaram a vir até junto dela, e falar imenso. A professora redobrou a atenção e concentração, não fossem os militares tentarem recolher qualquer informação através delas. Apercebeu-se mais tarde que não seria essa a intenção, mas única e simplesmente a conversa um pouco criança, talvez, que suscitava a curiosidade e o interesse das jovens mulheres.

Apercebeu-se rapidamente que a que dava pelo nome de Míriam, era nada menos nada mais do que a lavadeira - mas não só - do furriel Rafael. A de nome Meta - um pouco tonta - tinha relações com um soldado nativo, ou seja do recrutamento da Província, como diziam os colonialistas, o qual era criado (impedido) de três furriéis, onde estava incluído o Rafael.

Que ódio tinha Pami a este homem! Porquê? Ela própria não o sabia definir. Seria por causa dos interrogatórios? Talvez! Mas... tirando o caso de puxar pela pistola e tê-la colocado no seu ouvido, não tinha sido violento. Antipatia natural seria!? O olhar dele parecia que a trespassava.

Da conversa com as duas Pami ficou a saber que Meta dormia com o impedido por gostar de fazer conversa giro, coisa impossível de acontecer com seu marido, dada a impotência deste derivado da sua velhice. Os encontros de Miriam com o furriel seriam o desejo desta ter um filho de um homem branco. Coisas incompreensíveis para a jovem professora, cuja cabeça era apenas ocupada por Malan.

Os Lassas voltaram a ir ao outro lado do Cumbijã. Meta contou que tinham andado por Cadique Iála, e que tinham morto muita gente, e queimado as casas todas. E não tinham tido nem mortos nem feridos. Pami apercebeu-se que de facto as coisas deveriam ter corrido bem, porque houve grande festa no Comando. Mas também poderia ser festa de anos do furriel Rafael, como afirmara Miriam. Era certo que quando algum furriel ou alferes fazia anos, havia sempre grandes festas. Era uma forma de criar corpo de unidade, delineado pelo macaco velho do Leão de Cufar (2).
_________

Notas de L.G.:

(1) Vd. posts anteriores desta série:

18 de Dezembro de 2007 > Guine 63/74 - P2363: Pami Na Dondo, a Guerrilheira, de Mário Vicente (6): Parte V: O primeiro interrogatório da prisioneira (Mário Fitas)

23 de Novembro de 2007 > Guiné 63/74 - P2298: Pami Na Dondo, a Guerrilheira, de Mário Vicente (2) - Parte I: O balanta Pan Na Ufna e a sua filha (Mário Fitas)

28 de Novembro de 2007 > Guiné 63/74 - P2307: Pami Na Dondo, a Guerrilheira, de Mário Vicente (3) - Parte II: A formação político-militar (Mário Fitas)

5 de Dezembro de 2007 > Guiné 63/74 - P2328: Pami Na Dondo, a Guerrilheira, de Mário Vicente (4) - Parte III: O amor em tempo de guerrilha (Mário Fitas)

10 de Dezembro de 2007 > Guiné 63/74 - P2340: Pami Na Dondo, a Guerrilheira, de Mário Vicente (5) - Parte IV: Pami e Malan são feitos prisioneiros (Mário Fitas)

(2) Comandante dos Lassas

Guiné 63/74 - P2403: Antologia (67): As Duas Faces da Guerra: Como si la gue...

via Luís Graça & Camaradas da Guiné by Luís Graça on 1/3/08

1. Mensagem do catalão Alex Tarradelas, a residir em Lisboa, com data de 22 de Outubro de 2007:


Caro Luís Graça,

Sou um catalão residente em Lisboa que o outro dia tive a sorte de ver As duas faces da guerra no DocLisboa (1).

Colaboro com os meios Rebelión e Tlaxcala, não sei se conhece, e com motivo do documentário achei que seria interessante escrever um artigo sobre o documentário para que o público espanhol tenha mais consciência do que foi a guerra colonial para Portugal. O artigo é Copyleft, logo, se quiser dispor dele não vai ter nenhum problema.

Espero que não seja um incómodo que tenha utilizado duas imagens do seu blog sem pedir-lhe autorização. Saudações e parabéns pelo seu blog. (...) .


2. Reprodução do artigo, com a devida vénia:

«Las dos caras de la guerra»,
Álex Tarradellas
Tlaxcala


La periodista portuguesa Diana Andringa y uno de los cineastas más reputados de Guinea Bissau, Flora Gomes, decidieron hacer un documental a cuatro manos y a dos voces que abordara las dos caras de la guerra colonial que enfrentó entre 1963 y 1974 al PAIGC (Partido Africano para la Independencia de Guinea Bissau y Cabo Verde) con las tropas portuguesas.

Con motivo del Festival Internacional de Cine Documental de Lisboa, Diana Andringa presentó el documental lamentando la ausencia de Flora Gomes e incidiendo en la necesidad de revisar y recordar el escenario de la guerra, por mucho que les pese a los portugueses.

As 2 Faces da Guerra (Las dos caras de la guerra) se rodó a lo largo de seis semanas, en las que los realizadores recorrieron las regiones guineanas de Bissau, Mansoa, Geba, Bafatá y Guilege. También viajaron a Cabo Verde y a Lisboa. Todo ello para recoger diversos testimonios de quienes vivieron la guerra colonial, tanto militares portugueses como militantes del PAIGC o simples moradores de las poblaciones visitadas.

El hecho de que cada director tense la cuerda por un lado resulta de lo más interesante para tratar uno de los conflictos armados más sangrientos sufridos durante el colonialismo portugués. Prueba de ello es que el documental esté dedicado a Amílcar Cabral y a unos soldados portugueses fallecidos en suelo africano cuyos nombres Diana Andringa encontró grabados en una losa destruida cuando en 1995 se desplazó a la ciudad de Geba como reportera de Público. De hecho, este hallazgo fue el punto de partida de este trabajo.

El homenaje a la figura de Amílcar Cabral es palpable a lo largo del documental. Lejos de querer idolatrarlo, los testimonios definen la gran dimensión humana del revolucionario del PAIGC. Un guerrillero que, a pesar de encontrarse en medio de un cruento conflicto armado con todo lo que conlleva, decía sentir como algo suyo al pueblo portugués. Y es que, más allá de la guerra, existía cierta complicidad entre los dos bandos. Amílcar Cabral declaró al inicio del conflicto: «No hacemos la guerra contra el pueblo portugués, sino contra el colonialismo». Esta idea es clave para entender cómo muchos de los portugueses reclutados en las colonias estaban del lado de los movimientos revolucionarios por la independencia [el PAIGC en el caso de Guinea Bissau y Cabo Verde, el MPLA (Movimiento de la Liberación de Angola) y el FRELIMO (Frente de Liberación de Mozambique)].

Tampoco es casualidad que los militares que se levantaran contra el régimen salazarista durante la revolución del 25 de abril, conocida como la Revolución de los Claveles, fueran soldados combatientes en Guinea Bissau cansados de recibir de la metrópolis órdenes ajenas a la realidad en la que se encontraban inmersos. Por eso, no deberían sorprendernos las imágenes que aparecen en el documental de un militante del PAIGC que con la euforia del 25 de abril grita a una masa exaltada: «¡Viva el PAIGC!, ¡Viva el 25 de abril!, ¡Viva Portugal!».

A media película, la esposa de Amílcar Cabral hace una declaración que resulta clave para entender los propósitos del guerrillero. Declara que, si hubiera sido posible, Amílcar habría cambiado las armas por los libros para hacer la revolución. Era un hombre extraordinariamente culto con un gran poder de convicción a través de sus palabras. Uno de los principales objetivos del revolucionario era formar desde la raíz la cultura de los guineanos y caboverdianos con una educación basada en la historia, la geografía y las tradiciones de estos países y no en las impuestas por Portugal. Y es que resulta irónico y te eriza los pelos oír las palabras de un militante del PAIGC acerca del fin de la guerra. El hombre nos cuenta con toda naturalidad como, una vez terminada la guerra, todos vuelven a ser amigos olvidándose de las antiguas rencillas. Como si la guerra fuera un simple juego de ajedrez en el que las fichas no pueden moverse sin la mano de los jugadores, pero en la que los jugadores pueden disponer de sus fichas siempre que quieran y puedan.

El 20 de enero de 1973 Amílcar Cabral fue asesinado en Conakry. Unos meses después, el 24 de septiembre de 1973, fue declarada la independencia de Guinea Bissau, aunque ésta no fue reconocida internacionalmente hasta la Revolución de los Claveles. Si Amílcar no hubiera sido asesinado y hoy se encontrara en el mundo de los vivos, quizá no estaría tan orgulloso del panorama en el que se encuentra sumido su país. Según datos del UCW (Understanding Children Work) en el año 2000 un 54% de los niños menores de 14 años trabajaban un mínimo 28 horas en Guinea Bissau. La tasa de alfabetización en 2005 rondaba el 44,8%. Esto se debe a los continuos golpes de estado (y las consiguientes guerras civiles) provocados sobre los frágiles gobiernos que muchas veces se asemejan a aquellas fichas de ajedrez que, sin la presencia de los jugadores, no pueden moverse.

En fin, este documental contribuirá a que los portugueses y guineanos revisen una parte desfragmentada de su historia. Y, por mucho que les duela, quizá los debates ayudarán a banalizar la guerra hasta el punto de quitarle el sentido a ésta. Quizá servirá para que, en un futuro, las únicas minas que siembren en los campos, en los bosques y en los caminos sean los libros, la mejor arma para ganar una guerra.

«La destrucción del fascismo en Portugal deberá ser obra del propio pueblo portugués; la destrucción del colonialismo portugués será obra de nuestros propios pueblos.»

«Las masas populares son portadoras de cultura, ellas son la fuente de la cultura y, al mismo tiempo, la única entidad verdaderamente capaz de preservar y de crear la cultura, de hacer historia.»

(Amílcar Cabral)

Para más información, echar un vistazo a este interesantísimo blog realizado por portugueses excombatientes en Guinea Bissau (en portugués): http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/

______________

Fuente: Rebelion http://www.rebelion.org/noticia.php?id=57955

Artículo original publicado el 22 de octubre de 2007

Sobre el autor:

Álex Tarradellas es miembro de Rebelión, Cubadebate y Tlaxcala, la red de traductores por la diversidad lingüística. Este artículo se puede reproducir libremente a condición de respetar su integridad y mencionar al autor y la fuente.

___________

Nota de L.G.:


(1) Vd. post de 20 de Outubro de 2007 > Guiné 63/74 - P2197: A nossa Tabanca Grande e As Duas Faces da Guerra (4): Encontro tertuliano no hall da Culturgest na estreia do filme (Luís Graça)

Guiné 63/74 - P2414: Notas de leitura (5): Diário da Guiné, de António Graça...

via Luís Graça & Camaradas da Guiné by Luís Graça on 1/7/08


O Diário da Guiné, do nosso Camarada António Graça de Abreu (1) , fala de tudo ou quase tudo o que se passou naqueles terríveis anos de 72 a 74, os anos do fim da soberania Portuguesa na Guiné.

António Graça de Abreu era um jovem com o curso universitário interrompido. Quando tantos camaradas e amigos davam o que tinham, cumprindo as obrigações militares que a época impunha, António Abreu, apesar de ter viajado por alguns países, decidiu-se pela apresentação à chamada. Londres, Viena, Budapeste, Florença, Roma, ficavam para depois. A esperança, dizia para ele, é uma menina com olhos de todas as cores.

Saiu de Lisboa, em finais de Junho de 1973, com o destino marcado para a então chamada Teixeira Pinto (Canchungo), para adjunto do CAOP 1, comandado pelo Cor Pára Rafael Durão. Como responsável pelos serviços administrativos do CAOP 1 teve acesso a documentação que lhe dava um panorama do que acontecia em todo o território. Em Teixeira Pinto viu, vezes demais, os destroços humanos da guerra no chão Manjaco.

Cerca de oito meses depois, com a transferência do CAOP 1 para Mansoa, aproximou-se de Bissau e da zona zero. Por aí se manteve até nova transferência do CAOP 1 para Cufar, o centro operacional para a zona sul.

De Cufar partiam as acções para as zonas de Cadique, Cafine, Cafal, Cacine, Cabedu, Cobumba, Chugué, Cabochanque, Catió e zonas de outros cês. Os rebentamentos dos foguetões passaram a fazer parte dos seus dias e noites. E os cadáveres também.

Foi lá que soube da saída de Spínola e da chegada do Bettencourt Rodrigues. E foi de lá, de Cufar, que foi vendo a situação militar degradar-se até ao impossível.

Muita informação, imprescindível, para quem quiser saber da história que se viveu naqueles anos do fim. Uma obra de tempos, que, estou certo, muito poucos gostariam de ter vivido.
E também, uma obra que revela uma alma capaz de ver claro naqueles tempos cheios de fumo.

Virgínio Briote, co-editior (2)
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Nota de vb:

(1) Vd. posts de ou sobre o nosso camarada António Graça de Abreu e o seu livro:

5 de Fevereiro de 2007 > Guiné 63/74 - P1498: Novo membro da nossa tertúlia: António Graça de Abreu... Da China com Amor

6 de Fevereiro de 2007 > Guiné 63/74 - P1499: A guerra em directo em Cufar: 'Porra, estamos a embrulhar' (António Graça de Abreu)

12 de Fevereiro de 2007 > Guiné 63/74 - P1517: Tertúlia: Com o António Graça de Abreu em Teixeira Pinto (Mário Bravo)

27 de Fevereiro de 2007 > Guiné 63/74 - P1552: Lançamento do livro 'Diário da Guiné, sangue, lama e água pura' (António Graça de Abreu)

16 de Março de 2007 > Guiné 63/74 - P1601: Dois anos depois: relembrando os três majores do CAOP 1, assassinados pelo PAIGC em 1970 (António Graça de Abreu)

17 de Abril de 2007 > Guiné 63/74 - P1668: In Memoriam do piloto aviador Baltazar da Silva e de outros portugueses com asas de pássaro (António da Graça Abreu / Luís Graça)

1 de Junho de 2007 > Guiné 63/74 - P1807: António Graça de Abreu na Feira do Livro para autografar o seu Diário: Porto, dia 2 de Junho; Lisboa, dia 10

(2) Vd. último post desta série: 30 de Novembro de 2007 > Guiné 63/74 - P2318: Notas de leitura (4): Na apresentação de Guerra, Paz e Fuzilamento dos Guerreiros: Guiné 1970/80 (Virgínio Briote)

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via Google Analytics Blog by Alden DeSoto on 1/28/08

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Posted by Alden DeSoto, Google Analytics Team

Literatura Colonial Portuguesa

via Blog da Rua Nove by blogdaruanove on 1/28/08

Amândio César (1921-1987), Antologia do Conto Ultramarino (1972).

A publicação do livro Luuanda, de José Luandino Vieira (pseudónimo de José Vieira Mateus da Graça, n. 1935), no início da década de 1960 veio consolidar e consagrar os percursos alternativos que a literatura colonial portuguesa estava a desenvolver desde há algum tempo.

O aparecimento em 1963, no Brasil, do volume Poetas e Contistas Africanos de Expressão Portuguêsa (será novamente mencionado neste blog, em data posterior), de João Alves das Neves (n. 1927) veio conferir suporte antológico a essa literatura alternativa e lançar a preocupação entre os ortodoxos do regime salazarista.

Estas publicações surgiram numa altura em que a crise política com a oposição do general Humberto Delgado (1906-1965) ainda estava latente, numa altura em que o assalto ao paquete Santa Maria, liderado em Janeiro de 1961 por Henrique Galvão (1895-1970), ele próprio um africanista convicto e autor do célebre livro Kurika (1944), ainda estava bem presente na memória de todos os portugueses, numa altura em que a guerra colonial já se tinha iniciado.

Compreende-se assim que o regime necessitasse, urgentemente, de activar a sua máquina de propaganda também na área da literatura. O professor, jornalista, contista, poeta e ensaísta Amândio César, elemento solidamente conotado com o regime (publicara Angola, 1961, um conjunto de crónicas sobre os acontecimentos desse ano no norte de Angola) desempenhou papel fundamental nesse desígnio.

Tendo publicado Parágrafos de Literatura Ultramarina (1960), Algumas Vozes Líricas da África (1962), Elementos Para uma Bibliografia da Literatura e Cultura Portuguesa Ultramarina e Contemporânea (1968, em co-autoria) e Novos Parágrafos de Literatura Ultramarina (1972), surgiu como um das escolhas naturais do regime para efectuar a presente antologia.

Promovendo autores que estavam claramente conotados com o regime, ou que por ele eram tolerados, esta antologia apresenta textos de António Aurélio Gonçalves (1901-1984) e Baltasar Lopes (1907-1989), em representação de Cabo Verde, Fausto Duarte (1903-1953) e João Augusto Silva (n. 1910), em representação da Guiné, Fernando Reis (1917-1992) e Viana de Almeida (n. 1903), em representação de S. Tomé, Amaro Monteiro (n. 1935), Arnaldo Santos (n. 1936), Castro Soromenho (1910-1968), Cochat Osório (n. 1917), Mário António (1934-1989), Orlando de Albuquerque (n. 1925), Óscar Ribas (n. 1909) e Reis Ventura (1910-1988), em representação de Angola, Campos Monteiro Filho (1897-1939), Guilherme de Melo (n. 1931), João Dias (1926-1949), Luís Bernardo Honwana (n. 1942), Nuno Bermudes (1924-1997), Orlando Mendes (1917-1990) e Rodrigues Júnior (n. 1902), em representação de Moçambique, Alberto de Menezes Rodrigues (?-1971) e Vimala Devi (n. 1932), em representação do Estado Português da Índia [sic], Deolinda da Conceição (1914-1957) e Wenceslau de Moraes (1854-1929), em representação de Macau, e Fernando Sylvan (1917-1993) e Ferreira da Costa (n. 1907), em representação de Timor.

Numa fase posterior da sua vida, Amândio César dedicou ainda um livro à poesia de Alda Lara (1930-1962), Alda Lara na Moderna Poesia de Angola (1978), autora que já tinha sido incluída na obra Poetas e Contistas Africanos de Expressão Portuguêsa, de João Alves das Neves.

© Blog da Rua Nove

Skypecasts

via Skype Brasil by Rosana on 1/28/08

Um leitor, o Fernando, pediu ajuda para fazer skypecasts. É simples. E pode ser uma maneira fácil de gravar seus podcasts, já que você pode fazer os skypecasts em áudio e gravar tudo por programas como o Pamela, um add-on do próprio Skype. Você controla tudo pelo client, o programa Skype. Quando você cria uma sala de Skypecast você adiciona uma ‘aba’ onde você pode moderar a participação de todos. É possível controlar facilmente porque a própria sala mostra quem está falando, quem está em espera, etc. Se você nunca fez um skypecasts, experimente. É grátis. Não custa nada. E você passa a conhecer mais uma ferramenta de comunicação. Clique na aba Live, role até o final e clique em ‘crie seu skypecast’. Uma nova janela do browser se abrirá e você será levado para a página de criação de skypecasts. Todas as orientações estão lá mesmo. E boas conversas.

ÁFRICA 30 ANOS DEPOIS

via Livro di Téra by BMF on 1/28/08



ANGOLA / MOÇAMBIQUE / GUINÉ-BISSAU /
CABO VERDE / SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

REPORTAGENS MEMÓRIAS MAPAS FOTOGRAFIAS

“A VISÂO assinala, com a publicação deste álbum, o 30º aniversário da independência dos países africanos de expressão oficial portuguesa.
Trata-se de uma iniciativa jornalística de grande envergadura, para cuja concretização não foram poupados esforços.
O primeiro dos objectivos que nos nortearam foi dar a conhecer a situação actualmente vivida – nas mais diversas vertentes – nessas antigas colónias, tão familiares aos muitos milhares de portugueses que lá viveram e pátrias de tantas pessoas que actualmente moram e trabalham em Portugal.”

VISÃO

Voyage de Magellan. La relation de Pigafetta & autres témoignages (1519-1522)

via Carreira da Índia by Leonel Vicente on 1/28/08

Realiza-se amanhã (dia 29), pelas 19 horas, no Instituto Franco-Português (Avenida Luis Bivar, 91), em Lisboa, a propósito do lançamento da obra “Voyage de Magellan. La relation de Pigafetta & autres témoignages (1519-1522)”, uma conferência-debate, acompanhada de projecção de documentos e animada por Michel Chandeigne, Luís Filipe Thomaz, Jocelyne Hamon e José Manuel Garcia.

“Voyage de Magellan é uma obra que reúne, pela primeira vez no mundo, o conjunto das fontes narrativas e cartográficas directas, sobre esta primeira volta ao mundo que foi a mais fascinante das viagens marítimas. Um aparelho crítico muito completo faz dela, para além disso, uma referência sobre o assunto. Rectificando uma série de erros e ideias falsas que, invariavelmente, circulavam sobre o navegador e a sua viagem, ela agrega, sintetiza e pondera as diversas interpretações de grandes enigmas desta expedição (origens de Magalhães, natureza do projecto, causas do motim, morte do navegador, número de mortos e sobreviventes). Além disso, sobre vários e numerosos pontos (composição da tripulação, deserção do San Antonio, travessia do Pacífico, escala em Palawan, identificação de topónimos, de plantas e de animais), ela acrescenta elementos, inéditos até então, que oferecem por vezes uma nova leitura dos acontecimentos. Este livro aparece na mesma altura que A viagem de Fernão de Magalhães e os Portugueses (Presença, 2007) de José Manuel Garcia) que, por seu turno, reúne as fontes portuguesas directas e indirectas.”

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Boa Vista - "Tudo Suave"

Fonte: Rotas & Destinos

Nota Pessoal
Com estas imagens tu vais sonhar com a nossa África...
Rui Moio

Uma Breve História do Revisionismo do Holocausto

via Revisionismo em Linha by Johnny Drake on 1/28/08


Nos EUA o termo "revisionismo histórico" foi inicialmente usado para descrever o trabalho dos historiadores que depois da Primeira Guerra Mundial procuraram debater sem complexos a teoria da culpa de guerra que emergiu depois do Tratado de Versailles, a propaganda de guerra que restou em que a Alemanha era singularmente culpada nessa guerra trágica e sem justificação. Neste esforço, salientou-se o Dr. Harry Elmer Barnes, embora não tivesse sido o único historiador envolvido. Assim, foi com naturalidade que o termo "revisionismo do Holocausto" passou a descrever um processo que começou imediatamente após a Segunda Guerra Mundial, um processo no qual Dr. Barnes se envolveu, embora desta vez para desmascarar os falsidades da história relativamente ao "Holocausto" - como o conto do extermínio passou a designar-se – que são muito fortes, bem organizadas, estimuladas por enormes quantidades de dinheiro e capazes de asfixiar todos os escritos e manchar a reputação de qualquer um que seja suficientemente tolo para tentar contrariar a tese máxima de que seis milhões de judeus foram mortos com gás e despachados pelos nazis. Leia mais sobre este assunto aqui.

Nem mais !

domingo, 27 de janeiro de 2008

LER OS OUTROS

via Da Literatura by Eduardo Pitta on 1/27/08


Um livro cada domingo. Nunca ouvira falar de Américo Cardoso Botelho (n. 1918), um dos fundadores da Clínica do Restelo, ou seja, o actual Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa. Américo Cardoso Botelho, engenheiro de formação, chegou a Angola no dia 9 de Novembro de 1975, para assumir funções na administração da Diamang, a contra-ciclo da presença portuguesa no território (a independência do país verificou-se dois dias depois da sua chegada). Durante 15 meses, pôde exercer o cargo de que estava investido, deslocando-se com frequência ao Congo, Camarões, Botswana, Malawi e outros países africanos. Em Fevereiro de 1977 foi preso, e preso ficou, sem culpa formada, até Agosto de 1980. Holocausto em Angola é o relato desses 30 meses de cativeiro, que o subtítulo regista com exemplar secura: Memórias de entre o cárcere e o cemitério. Em 611 páginas de grande formato, o autor dá testemunho do horror. Leram Purga em Angola (2007) de Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus? Pois o livro de Américo Cardoso Botelho — que tem um capítulo de 68 páginas exclusivamente dedicado ao 27 de Maio de 1977, isto é, ao impropriamente chamado golpe Nitista, tema aliás recorrente ao longo da obra — consegue a proeza de trazer à colação um coeficiente de horror ainda maior. Enquanto o livro de Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus, porventura mais ideológico, tem enfoque na matança do 27 de Maio de 1977, o de Américo Cardoso Botelho, predominantemente factual, começa antes e acaba muito depois, fazendo grande angular sobre as circunstâncias que permitiram a barbárie. Dois subcapítulos, ‘Testemunhas privilegiadas’ e ‘Fragmentos de Vidas’, recuperam histórias individuais de vários portugueses apanhados pelo terror: entre muitos outros, Telles Grillo, o major Costa Martins, Manuel Ennes Ferreira, Vasco Pereira, Maria do Céu Veloso, que presumo seja Maria da Luz Veloso, pois os incidentes biográficos coincidem. ‘Memórias da Coragem’ faz o mesmo do lado angolano. Ao longo do volume, as indispensáveis notas de rodapé permitem estabelecer nexos e seguir o percurso (até aos dias de hoje) de quase todos os protagonistas — fautores e vítimas — do Holocausto angolano. Para quem, como Américo Cardoso Botelho, não é historiador, e tem a humildade de ficar pelas memórias, Holocausto em Angola presta um inestimável serviço à memória colectiva de portugueses e angolanos. A organização do índice permite um bom cotejo de personagens e acontecimentos. Um apêndice reúne fac símiles de inúmera correspondência oficial e oficiosa (cartas de Neto, Chipenda, Wandalika, Pio Deiana, Marie-Gertrude Motema, Zeca Pinho, Rosa Coutinho, etc.), bem como outro tipo de documentação. Um portfolio fotográfico completa o volume, que é prefaciado por Simão Cacete. Longe de recensear a obra, limito-me a uma chamada de atenção. Uma coisa é certa: a História vai-se fazendo.



Não tenho por costume anunciar novos links. Isso não quer dizer que a coluna da direita não sofra as alterações que o meu critério impõe: entradas, saídas, mudanças de secção ou de endereço (sim, as mudanças de servidor são actualizadas assim que sou informado). Hoje, por exemplo, há uma entrada: o Azinhaga da Cidade, que descobri ontem à noite por puro acaso e, por razões que a sua autora perceberá, é naturalmente muito bem-vindo.


A estratégia libidinal de Sarkozy, segundo Isabela.

Um poema de Jorge Aguiar Oliveira à atenção da Câmara de Lisboa.

Tomás Vasques e a tenda da SIC.

Guiné 63/74 - P2418: Estórias (secretas) dos nossos criptos (2): Mariema t...

via Luís Graça & Camaradas da Guiné by Luís Graça on 1/7/08

Guiné > Zona leste > Sector L1 > Bambadinca > Mansambo > CART 2339 (1968/69)> O 1º Cabo Op Cripto e a Mariema.



Foto: © Albano Gomes (2007). Direitos reservados



1. Mensagem do Albano Gomes:


Na minha ex-especialidade de Cripto, não me era autorizado divulgar o quer que fosse, por muita amizade que houvesse com os meus camaradas, entre eles o Torcato.



Mas, como em 19 de Novembro de 2006 na Guiné 63/74 - P1295 Fotos Falantes - o Torcato Mendonça escreve sobre a Mariema, a minha Bajuda (2), vou agora em tom de brincadeira, divulgar ao meu camarada amigo Torcato, que a Mariema também era minha, a minha Bajuda.

Não o divulguei na altura em Mansambo pela classificação de segurança (CONFIDENCIAL) que lhe atribui ao facto (3).

Um abraço para ti, Luís, e para ti , Torcato.

Albano Gomes

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Notas dos editores:


(1) Vd. post de 28 de Dezembro de 2007 > Guiné 63/74 - P2387: Tabanca Grande (46): Albano Gomes, residente em Chaves, ex-1º Cabo Cripto da CART 2339 (Fá e Mansambo, 1968/69)

(2) Vd. post de 19 de Novembro de 2006 > Guiné 63/74 - P1295: Fotos falantes (Torcato Mendonça, CART 2339) (7): Mariema, a minha bajuda...

(3) Vd. post de 1 de Janeiro de 2008 > Guiné 63/74 - P2396: Estórias (secretas) dos nossos criptos (1): Braimadicô, o prisioneiro (Albano Gomes)

Guiné 63/74 - P2429: Lançamento do meu/nosso livro: 6 de Março de 2008, na S...

via Luís Graça & Camaradas da Guiné by Luís Graça on 1/10/08

Lisboa > Círculo de Leitores > Capa do livro do Mário Beja Santos, Diário da Guiné 1968-1969: Na Terra dos Soncó. Ainda no prelo, irá ser lançado em 6 de Março de 2008, na Sociedade de Geografia de Lisboa.

Foto: Círculo de Leitores (2008). (Gentileza da Dra Isabel Mafra, da Editora Temas e Debates)



1. Mensagem do nosso camarada e amigo Beja Santos, com data de 9 de Janeiro:

Luís e tertulianos:

Reuni hoje com a Drª Guilhermina Gomes, do Círculo de Leitores e Temas e Debates, para saber da data de lançamento do primeiro livro. Está confirmada a data para 6 de Março, pelas 18:30 horas, na Sala Algarve, da Sociedade de Geografia de Lisboa, Rua Portas de Santo Antão, 100 (edifício do Coliseu dos Recreios) (1).

Os apresentadores serão o General Lemos Pires (2) e o escritor Mário de Carvalho (3).

Venho pedir com veemência a presença de todos, a despeito de se tratar de dia de semana. Este livro nasceu neste blogue e pertence a todos. As receitas de uma das suas edições reverterá para uma obra que os tertulianos designarão, a seu tempo.

Gostava igualmente de saber se a malta pretende reunir num convívio, nesta tarde e nestas instalações, pois nessa circunstância temos que pedir a competente autorização à Direcção da Sociedade de Geografia.

Um abraço do Mário Beja Santos

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Notas de L.G.:

(1) É um belíssimo sítio - do ponto de vista cultural, histórico, institucional e... gastronómico - para o lançamento dum livro sobre a guerra colonial/guerra do ultramar e para um encontro tertuliano.

Segundo a Wikipédia portuguesa, a Sociedade de Geografia de Lisboa é "uma sociedade científica criada em Lisboano ano de 1875 com o objectivo de em Portugal promover e auxiliar o estudo e progresso das ciências geográficas e correlativas. A Sociedade foi criada no contexto do movimento europeu de exploração e colonização, dando na sua actividade, desde o início, particular ênfase à exploração do continente africano".

(2) Mário Lemos Pires, nascido em 1930, é mais conhecido da opinião pública como o último governador militar de Timor (18 de Novembro de 1974 a 27 de Novembro de 1975). Autor de Descolonização de Timor: Missão Impossível ? (Lisboa: Dom Quixote. 1994).

(3) Mário Carvalho é hoje considerado como um dos maiores escritores portugueses. Na página da Editorial Caminho, pode ler-se o seguinte:

Mário de Carvalho nasceu em Lisboa, em 1944. Licenciou-se em Direito, em 1969. O serviço militar foi interrompido por prisão em Caxias e, posteriormente, em Peniche, por actividade política contra a ditadura, ainda nos tempos de estudante. Mais tarde exilou-se em França e na Suécia. Regressa após o 25 de Abril de 1974. Dominando soberbamente a língua, o estilo de Mário de Carvalho não se reconhece em nenhuma escola, e o seu registo é ao mesmo tempo de uma grande modernidade. A crítica aponta-o unanimemente como um dos mestres do romance português contemporâneo. Vários dos seus livros foram traduzidos no estrangeiro: A Paixão do Conde de Fróis, Os Alferes, Era Bom que Trocássemos umas Ideias sobre o Assunto, Um Deus Passeando Pela Brisa da Tarde.Vencedor, em 2004, do Grande Prémio de Literatura ITF/DST. (...)

(4) A sugestão de Beja Santos muito nos honra e iremos fazer tudo para que este dia seja uma festa e uma grande oportunidade de convívio tertuliano da malta do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné. Aliás, já o tínhamos dito há seis meses, atrás... Vd. post de 27 de Julho de 2007 > Guiné 63/74 - P2002: Blogoterapia (29): O Mário escreve com a mesma teimosia, perseverança, paixão e coragem com que ia a Mato Cão (Luís Graça)

(...) É claro que vamos fazer uma festa... Até já há sugestões: 3º encontro da tertúlia e almoço na Sociedade de Geografia (um sítio central e simbólico), em Lisboa, e depois, às 18h, lançamento do livro, com direito a.. um bom espumante português (que os temos até melhores que o champanhe francês!)...
O Mário Beja Santos já tem três livros publicados no Círculo de Leitores, de temática relacionada com o consumo e os direitos dos consumidores...Espero com isso que ele nos abra a porta, do Círculo de Leitores, para outras iniciativas editoriais nossas... O Mário faz questão de fazer reverter uma parte dos direitos de autor para o funcionamento do nosso blogue e para apoio a iniciativas nossas na área da cooperação e ajuda com a Guiné (Não aceito que ele prescinda da totalidade dos direitos de autor!) (...)

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Guiné 63/74 - P2483: Estórias de Guileje (3): Devo a vida a um milícia que m...

via Luís Graça & Camaradas da Guiné by Luís Graça on 1/26/08


Guiné > Região de Tombali > Gadamael > Junho de 1973 > Uma Lancha de Desembarque Média (LDM) com militares e populares no Rio Cacine.

Foto: © Delgadinho Rodrigues / Manuel Rebocho (2006). Direitos reservados.


1. Só sabemos que se chama Paiva, e foi furriel de artilharia, no pelotão de artilharia que estava em Guileje, quando esta unidade foi abandonada por decisão do comandante do COP 5, Major Coutinho e Lima... É um testemunho dramático, de um homem, de fuga em fuga, que atravessou a nada o Rio Cacine, já na fuga de Gadamael, e foi salvo por um milícia de que não se lembra o nome... Peço ao Paiva que nos contacte de novo e nos dê as suas coordenadas (pelo menos o endereço de –email e eventualmente o número de telemóvel ou telefone), sobretudo para o ajudar a reencontrar os seus antigos camaradas de Guileje e de Gadamael (e a reorganizar as suas memórias, doridas, daquele tempo)... Seria uma pena que este pungente testemunho ficasse escondido sob a forma de comentário a um dos nossos postes (1)...



2. Estórias de Guileje (3) > Fiquei a dever a minha vida, no Rio Cacine, a um milícia de que nunca soube o nome

por ex-Fur Mil Art Paiva

Revisão e fixação de texto: L.G.:

´
(i) Artilheiro em Guileje, até ao dia do seu abandono: recordando os Furriéis Araújo (de Braga) e Queirós


Começo por pedir as minhas desculpas pelo facto de não utilizar sinais gráficos. Acontece que estou neste momento provisoriamente na Alemanha e o computador de que disponho tem teclado alemão, não reconhecendo assim parte dos referidos sinais.

Por obra do acaso, deparei hoje com alguns blogues sobre os acontecimentos ocorridos em Guileje e Gadamael no período de 1972 a 1974 (2). Porque na oportunidade desempenhava funções de furriel miliciano afecto à Unidade de Artilharia localizada inicialmente em Guileje, e posteriormente retirada para Gadamael (após o abandono do primeiro daqueles aquartelamentos), tomei parte nos referidos acontecimentos.

Embora a minha memória tenha hoje alguns hiatos que a passagem do tempo provocou, a documentação que li parece-me correcta na substância, embora com algumas imprecisões de pormenor.

Em Guileje, parece-me que o pelotão de artilharia era constituído por 3 secções, cada uma delas sob a chefia directa de um furriel (recordo o furriel Araújo, de Braga, e o furriel Queirós, meus contemporâneos, sendo que o Araújo foi posteriormente rendido, salvo erro pelo furriel Santos, de S. João da Madeira) e comandadas por um alferes, posteriormente substituído por outro. Tenho ainda na minha mente a foto mental de ambos, embora lamentavelmente me não recorde já dos seus nomes.


(ii) A retirada do meu Pelotão de Artilharia para Gadamael

Este pelotão de artilharia retirou na totalidade para Gadamael quando foi dada ordem de abandono do aquartelamento de Guileje. Para além dos graduados e oficial acima referidos, retiraram ainda os cabos e praças (estes últimos naturais da Guiné).

Em Gadamael, a artilharia passou efectivamente muito maus bocados mas não ficou totalmente inoperacional, tanto quanto me recordo. O seu alferes teve aliás um comportamento de bravura pois foi ferido e continuou a desempenhar as sua funções, embora numa situação bastante precária.

Também a Companhia que foi envolvida nestes dramáticos acontecimentos não foi a dos Gringos (açorianos); na verdade, esta Companhia tinha já terminado a respectiva comissão de serviço e tinha sido substituída por uma Companhia do Continente. Foi já pois no tempo desta que o teatro de guerra alastrou e se complicou e foi nesta altura que tivemos que abandonar o aquartelamento de Guileje, de conformidade com o relato que é feito e que coincide no essencial com o que se passou.


(íii) Pânico em Gadamael, entre militares e população, com várias mortes por afogamento na atravessia do Rio Cacine

Já agora poderia acrescentar que uma parte dos militares que se deslocaram para Gadamael, acabaram por abandonar também este aquartelamento, acompanhados de parte da população. Porém uma parte dos militares conseguiu aguentar este aquartelamento até à chegada de reforços que entretanto para ali foram enviados.

Alguns oficiais, sargentos e praças (acompanhados de parte da população) - nos quais me incluía eu -, iniciaram uma retirada para Cacine que foi efectuada debaixo de fogo e que se processou em botes dos fuzileiros. Já agora poderei acrescentar que a evacuação não foi totalmente conseguida nesse dia porque entretanto as operações de resgate foram suspensas por ter começado a anoitecer.

Curiosamente não ficou junto da população nenhum oficial, mas apenas dois furriéis, eu e outro camarada de armas, que, com a população, lográmos atravessar para o outro lado do rio (após a maré ter baixado) e ali tivemos, com muito custo, que conter a população em silêncio para não sermos detectados pelo PAIGC. Esta tarefa foi dramática já que connosco estavam muitas crianças que pela sua natureza são habitualmente ruidosas. Passámos ali a noite até conseguirmos ser evacuados no dia seguinte.

Essa experiência foi traumatizante porquanto assistimos a cenas dramáticas, com muita gente a precipitar-se para o rio e para o tentar atravessar a nado, antes que a maré permitisse o seu atravessamento quase total, a pé. Dessa precipitação resultaram mortes por afogamento, pois a corrente ainda forte arrastou alguns.


(iv) Na travessia do Rio Cacine perdi a G3 e ía perdendo a vida

Eu próprio iniciei a travessia antes de se ter completado o vazamento da maré e, porque não era um nadador exímio, e por outro lado com o peso das botas e da G3 e a força da corrente, tive que a meio da travessia me desembaraçar da minha arma (foi para o fundo do rio) para não morrer afogado. E fiquei a dever a minha vida a um milícia guineense que na outra margem do rio - e a partir do lodo onde se encontrava e para onde eu pretendia arrastar-me - me estendeu a coronha da sua arma a que eu, num esforço titânico, consegui agarrar-me. Fiquei a dever-lhe a minha vida e, no meio da confusão e do caos, sem saber a quem concretamente (ainda hoje...).


(v) Helicópteros ameaçando disparar sobre nós

Também poderei acrescentar que houve lamentavelmente algumas situações obscuras, como um helicóptero (recordo-me de um, pelo menos) que nos sobrevoou quando já estávamos a bordo de um bote, retirando para Cacine, e que ameaçou disparar sobre nós se não regressássemos de imediato ao aquartelamento de Gadamael.


(vi) A morte do meu amigo Furriel Faustino, que regressou a Gadamael

Quando chegámos a Gadamael, fui avisado pelo Faustino (Furriel de quem era amigo, pertencente à Companhia) de que o General Spínola se havia ali deslocado e ameaçado com Conselho de Guerra quem não regressasse de imediato a Gadamael. No dia seguinte quando acordei soube que o Faustino, pressionado pela ameaça, havia regressado. Morreu ao fim da tarde desse dia, vitimado por um estilhaço que lhe entrou pelas costas!


(vii) Em busca dos antigos camaradas

Já agora, e para terminar, gostaria de referir que as informações que circulavam era que a precisão de tiro do PAIGC quer para dentro do aquartelamento de Guileje quer para o de Gadamael devia a sua eficácia a uma suposta bateria de cubanos. Por a minha substituição (comummente designada por rendição) se ter processado em regime de rotação individual, não consegui localizar nunca antigos camaradas de armas (quer afectos ao pelotão de artilharia quer às Companhias - duas- com quem estive: à dos Gringos [ CCAÇ 3477, ] e à que se lhe seguiu [ CCAV 8350,] com a última das quais partilhei estes dramáticos acontecimentos que tantas vidas custaram.

Ao fim de alguns dias voltei a ser deslocado para Gadamael numa altura em que a situação continuava perigosa mas já mais controlada. O único que consegui contactar algumas vezes foi o furriel Queirós que entretanto ingressou na Lusalite, em Lisboa, onde o visitei ainda algumas vezes. Porém essa unidade encerrou e nunca mais o vi. Gostaria de reencontrar todos esses Camaradas.

Um abraço. Paiva,

________________

Notas de L.G.:

(1) Vd. poste de 20 de Junho de 2007 > Guiné 63/74 - P1860: Gadamael, 2 de Julho de 1973: Um ataque de mais de 4 horas do PAIGC, apenas travado pelo nossos Fiat G-91 (Jorge Canhão)


(2) Sobre a batalha de Guileje e Gadamael, e outros temas relacionados com as unidades que por lá passaram, vd. entre outros mais os seguintes postes:

27 de Setembro de 2007 > Guiné 63/74 - P2137: Antologia (62): Guileje, 22 de Maio de 1973: Coutinho e Lima, herói ou traidor ? (Eduardo Dâmaso / Luís Graça).

5 de Setembro de 2007 > Guiné 63/74 - P2083: Em busca de... (10): Coutinho e Lima, o comandante do COP5 que decidiu abandonar Guileje e foi acusado de deserção (Beja Santos)

22 de Junho de 2007 > Guiné 63/74 - P1869: Convívios (19): Os Gringos de Guileje, a açoriana CCAÇ 3477, encontram-se ao fim de 33 anos! (Amaro Samúdio).

18 de Junho de 2007 > Guiné 63/74 - P1856: Guileje, SPM 2728: Cartas do corredor da morte (J. Casimiro Carvalho) (5): Gadamael, Junho de 1973: 'Now we have peace'

24 de Maio de 2007 > Guiné 63/74 - P1784: Cartas do corredor da morte (J. Casimiro Carvalho) (4): Queridos pais, é difícil de acreditar, mas Guileje foi abandonada !!!

14 de Maio de 2007 > Guiné 63/74 - P1759: Guileje, SPM 2728: Cartas do corredor da morte (J. Casimiro Carvalho) (3): Miniférias em Cacine e tanques russos na fronteira

13 de Maio de 2007 > Guiné 63/74 - P1727: Guileje, SPM 2728: Cartas do corredor da morte (J. Casimiro Carvalho) (2): Abril de 1973: Sinais de isolamento

25 de Abril de 2007 > Guiné 63/74 - P1699: Guileje, SPM 2728: Cartas do corredor da morte (J. Casimiro Carvalho) (1): Abatido o primeiro Fiat G 9

25 de Março de 2007 > Guiné 63/74 - P1625: José Casimiro Carvalho, dos Piratas de Guileje (CCAV 8350) aos Lacraus de Paunca (CCAÇ 11)

31 de Janeiro de 2007 > Guiné 63/74 - P1478: Unidades de Guileje: Coutinho e Lima, ligado ao princípio e ao fim (Nuno Rubim)

18 de Novembro de 2006 > Guiné 63/74 - P1293: Guileje: do chimpanzé-bébé aos abrigos à prova do 122 mm (Amaro Munhoz Samúdio, CCAÇ 3477)

10 de Outubro de 2006 > Guiné 63/74 - P1162: Guileje: CCAÇ 3477, os Gringos Açorianos (Amaro Munhoz Samúdio)

5 de Outubro de 2006 > Guiné 63/74 - P1151: Resposta ao Manuel Rebocho: O papel do Orion na batalha de Guileje/Gadamael (Pedro Lauret)

4 de Outubro de 2006 > Guiné 63/74 - P1150: Carta a Pedro Lauret: A actuação do NRP Orion na evacuação das NT e da população de Guileje, em 1973 (Manuel Rebocho)

15 de Junho de 2006 > Guiné 63/74 - P878: Antologia (42): Os heróis desconhecidos de Gadamael (Parte I)

15 de Junho de 2006 > Guiné 63/74 - P879: Antologia (43): Os heróis desconhecidos de Gadamael (II Parte)


Nota Pessoal
Um documento pungente, de drama, de coragem, de solidariedade entre elementos dum mesmo povo que agora se diz serem povos diferentes. O inimigo metralhava os militares metropolitanos e do recrutamento provincial e a população da provincia da Guiné e morreu gente; elementos das nossas forças e da população inocente - mortos pelo inimigo ou como consequência da acção do inimigo. É isto que me importa, os que morreram do lado de cá, do lado da minha barricada, do lado da portugalidade.
Rui Moio

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